Dólar opera em queda ante o real, com eleição em foco e varejo fraco

Mercado ainda lida com incertezas no cenário eleitoral após a morte de Eduardo Campos; agenda de indicadores também influencia cotação da moeda

Luciana Antonello Xavier, Agência Estado - Texto atualizado às 12h22

14 de agosto de 2014 | 09h55

Nesta quinta-feira, 14, o mercado brasileiro deu início às negociações digerindo o decepcionante desempenho das vendas no varejo em junho. Por outro lado, as especulações em torno da disputa presidencial, após a trágica morte do candidato Eduardo Campos (PSB), tendem a exercem pressão contrária, o que deve garantir uma sessão bem volátil hoje. O dólar começou o dia em baixa de 0,13% no balcão.

As vendas no varejo caíram 0,7% em junho ante maio, ficando no piso das estimativas do analistas consultados pela Agência Estado.

Às 9h45, o dólar à vista no balcão, por sua vez, seguia na mínima, a R$ 2,2720, em queda de 0,44%, após a divulgação do aumento dos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos para 311 mil, de uma previsão de alta de 295 mil solicitações na semana passada.

Na sequência, o dólar ampliou as perdas e chegou a ser cotado a R$ 2,2660, em queda de 0,70%, às 10h54.

Por volta de 12h20, a cotação da moeda americana continuava em queda, de 0,53%.

No front político, a ansiedade está em saber se Marina Silva, candidata à vice-presidente na chapa de Campos, assumirá seu lugar. Nesse caso, analistas avaliam que isso aumentaria a chance de um segundo turno. O PSB tem dez dias para indicar seu novo candidato. As atenções também estarão nas pesquisas eleitorais coletadas após a morte de Campos. O Datafolha já registrou pesquisa na qual inclui Marina Silva entre os candidatos e os pesquisadores começam a ir a campo amanhã. O Instituto cancelou ontem a divulgação das pesquisas de intenções de votos para presidente na coleta regional, que estava em andamento. Agora, o instituto vai informar apenas os números para governador e postos estaduais.

No exterior, os indicadores europeus também vieram ruins. O PIB da zona do euro ficou estável no segundo trimestre deste ano em relação aos três meses anteriores, abaixo das estimativas.

Já o PIB da Alemanha caiu 0,2% no segundo trimestre deste ano na comparação com os três primeiros meses de 2014, na primeira estimativa, vindo pior do que a expectativa de recuo de 0,1%.

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