Dólar opera em queda com ajuste de posições do investidor

Baixa na cotação da moeda foi reforçada após o leilão de swap cambial diário do Banco Central

13 de novembro de 2013 | 10h33

O dólar à vista no mercado de balcão abriu a quarta-feira em queda, com um ajuste de posições para realização parcial de ganhos recentes.

A baixa na cotação da moeda foi reforçada após o leilão de swap cambial diário, realizado pelo Banco Central. O Banco Central vendeu todos os 10 mil contratos de swap cambial ofertado, no valor de US$ 496 milhões.

Os bancos participantes do leilão também reforçaram a oferta de dólar, levando o preço do dólar a renovar mínimas.

O dólar à vista ampliou a baixa para uma mínima de R$ 2,3230 (-0,47%), puxado pelo mercado futuro, onde o dólar para dezembro de 2013 cedeu até a R$ 2,3310 (-0,47%). Às 9h57, perto da primeira tomada do BC para formação da Ptax diária, o dólar à vista seguia na mínima, enquanto o dólar dezembro desacelerava a baixa, a R$ 2,3335 (-0,36%).

Na agenda do dia, chama atenção ainda a série de discursos de dirigentes do Federal Reserve, além de um pronunciamento à noite do presidente do Fed, Ben Bernanke, que servirão para ajustar expectativas sobre o rumo da política monetária dos Estados Unidos. Ontem, Lockhart, dirigente do Fed de Atlanta, disse que a redução dos estímulos pode ser discutida em dezembro, o que ampliou a aversão ao risco global, mesmo tendo ponderado, em seguida, que acha que a economia do EUA ainda está muito fraca para que as compras de ativos sejam reduzidas.

Já na Inglaterra, autoridades do banco central inglês (BoE, na sigla em inglês) afirmaram hoje que podem considerar elevar a taxa básica de juros já durante o terceiro trimestre de 2015, nove meses antes do esperado. Em reação, as bolsas na Europa ampliaram a queda e libra acelerou a alta, superando o patamar de US$ 1,60. Contribui para o mau humor a queda de 0,5% da produção industrial na zona do euro em setembro, na margem, pior do que o previsto (-0,3%).

Por aqui, as dificuldades macroeconômicas do Brasil podem sustentar a pressão de alta nos negócios, ainda que os leilões de swap cambial do Banco Central poderão atuar como força contrária, trazendo algum alívio às cotações. As vendas no varejo subiram 0,5% em setembro ante agosto, abaixo da mediana das projeções (+0,7%). No conceito ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, as vendas recuaram 0,7% no mesmo período, também abaixo do esperado (estabilidade).

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