Dólar oscila, pressionado por bolsas

O dólar à vista segue oscilando com o mercado atento ao comportamento das Bolsas, que estão em baixa, e a continuidade do movimento de desmonte de operações de carregamento (carry trade, operação na qual se lucra com o diferencial de juros de moedas distintas), que dá sustentação ao iene. Depois de abrir em alta forte em meio às incertezas externas, o dólar foi perdendo força no decorrer da manhã até virar para queda no início da tarde. A virada foi influenciada pela ligeira melhora que as bolsas foram apresentando no exterior e também por um volume expressivo de exportações. Por volta das 15 horas, no entanto, o dólar voltava a subir 0,76%, a R$ 2,134, no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), e 0,66%, a R$ 2,133, no mercado interbancário (dólar comercial), na esteira novamente da aceleração das baixas nas Bolsas e dólar ante o iene. No horário citado, o dólar ampliava a queda a 0,97%, para 116,56 ienes. Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o Ibovespa perdia 2,52%, aos 42.421 pontos. Em Nova York, o índice Dow Jones caía 0,78%; o S&P 500 recuava 0,92%; e o Nasdaq, -1,25%. Na Ásia, a Bolsa de Tóquio recuou 1,4% e perdeu 5,5% na semana. A Bolsa de Xangai subiu 1,23% hoje. Na semana que vem, o Partido Comunista chinês promoverá o Congresso Nacional do Partido e o mercado poderá reagir a eventuais pronunciamentos vindos do encontro, que deve ter a economia como um dos pontos centrais. Além disso, na próxima sexta-feira, saem os dados do mercado de trabalho nos EUA em fevereiro, que também poderão mexer com os mercados. Diante dessa agenda, os investidores estão cautelosos e reforçam posições defensivas. O que se reflete no aumento do risco Brasil. Por volta das 15 horas, o risco Brasil subia 5 pontos para 200 pontos-base; enquanto o risco de países emergentes subia 4 pontos para 190 pontos-base.

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