Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Dólar para turista sobe quase 10 centavos em três dias

O valor médio cotado em cinco empresas da capital paulista para a moeda em espécie foi de R$ 3,92

Jéssica Alves, O Estado de S.Paulo

18 Maio 2018 | 19h15

A sexta alta consecutiva do dólar nos últimos dias tem atrapalhado o orçamento de quem vai viajar para o exterior. Nos bancos e casas de câmbio de São Paulo, o preço da moeda para quem opta por levar o dinheiro em um cartão de viagem chegou a R$ 4,13, nesta sexta-feira, 18. O valor médio cotado em cinco empresas da capital paulista para a moeda em espécie foi de R$ 3,92.

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O mesmo levantamento feito a pedido do Estado pelo site Meu Câmbio na última terça-feira, 15, chegou a R$ 4,04 para o pré-pago e R$ 3,85  para moeda em espécie.

Para o dado, a startup levou em conta a média de preços em seis casas de câmbio (Meu Câmbio, Melhor Câmbio, Confidence Câmbio, Cotação, Getmoney e Novo Mundo) incluindo 6,38% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que é quanto se paga por operações de câmbio no cartão, e 1,1% de IOF para moedas em espécie.

Para uma compra de US$ 1 mil, quem esperou para comprar a moeda para uma viagem, vai ter de desembolsar mais R$ 70 do que se tivesse comprado há três dias.

Ao longo do dia, a cotação da moeda americana negociada à vista chegou a encostar em R$ 3,78 para operações envolvendo empresas, bancos e governos. No fim do pregão, o ativo recuou e fechou cotado a cotado a R$ 3,74, alta de 1,01%. Em 2018, a moeda americana já acumula alta de 12,71%.

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Além do movimento de reprecificação global do dólar com a perspectiva de alta mais intensa dos juros americanos, o desconforto com a decisão do Copom de manter a Selic em 6,5% ao ano, apesar de ter sinalizado um corte de 0,25 ponto porcentual, continuou a pressionar o mercado brasileiro.

Para Mathias Fischer, diretor de estratégia e inovação da startup Meu Câmbio, neste cenário atual, de alta da moeda, uma dica para quem precisa comprar dólares é fracionar a compra em intervalos regulares.

Mudança de planos. O superintendente de varejo do Grupo Confidence, Juvenal dos Santos, acredita que assim que os viajantes se conformarem com essa trajetória de alta do dólar, as demandas por outras moedas devam aumentar, indicando uma mudança de planos.

"Por enquanto está recente, mas quando essa alta se estabelecer as pessoas vão atrás de outras moedas. As demais acompanham a escalada mas não acompanham na mesma proporção", diz Santos.

Ele já espera um aumento maior na demanda de dólares canadenses e australianos, por exemplo, e também não descarta aumento nas moedas da américa do sul, como o peso chileno, e na divisa mexicana.

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Comercial x Turismo. O dólar comercial é utilizado por empresas, bancos e governos para operações no mercado de câmbio, como transferências financeiras, exportações, importações, entre outros.

Já o dólar turismo é utilizado para viagens, transações de turismo no exterior e débitos em moeda estrangeira no cartão de crédito. Ele é mais caro pois é calculado com base no dólar comercial mais os custos das casas de câmbio com questões logísticas, administrativas e com seguro em caso de roubo, uma vez que as transações com dólar turismo são feitas em "dinheiro vivo". Já as transações com dólar comercial são feitas de forma eletrônica.

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