Dólar paralelo na Argentina tem novo recorde

O dólar paralelo na Argentina escalou 19 centavos nesta terça-feira, 23, registrando alta de 2,19%, a 8,820 pesos (compra) e 8,860 pesos (venda), o maior valor histórico da moeda no país. O recorde anterior foi de 8,75 pesos, em 20 de março, às vésperas de longo feriado na Argentina, que emendou com os dias Santos. As operações financeiras de compra de títulos em pesos para revenda no exterior em dólares foram negociadas por 8,99 pesos, 7 centavos a mais que o fechamento de segunda-feira, 22. O câmbio oficial teve uma leve variação de 0,10%, a 5,125 pesos (compra) e 5,180 pesos (venda).

MARINA GUIMARÃES, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

23 de abril de 2013 | 17h32

"O novo piso para o dólar paralelo será de 9 pesos dentro de muito pouco tempo", disse um doleiro da cidade portenha. Segundo ele, o movimento no mercado paralelo foi marginal, por temores da ferrenha fiscalização da Receita Federal local, a Administração Federal de Rendas Públicas (Afip). Nos últimos meses, o organismo cassou a licença de casas legais de câmbio e abriu investigações sobre várias outras, além de denunciar penalmente operadores por crimes de lavagem de dinheiro.

Com a proibição da compra de dólares para guardar, as casas de câmbio passaram a ser rigorosamente vigiadas. Mas o grosso do volume de dólares no mercado paralelo é operado por casas ilegais chamadas de "cuevas", que funcionam sempre em lugares bem escondidos, como fundos de escritórios. O mercado paralelo move cerca de US$ 5 milhões diários, segundo estimou a fonte.

A distância entre o dólar paralelo e o oficial já é de mais de 70%. Segundo levantamento do Banco Ciudad, a brecha entre os dois mercados "é imperante desde a adoção de restrições cambiais" e já atinge 70,3%". Essa diferença era de apenas "10% no início de 2012, antes da proibição da compra de divisas, e oscilou entre 30% a 40% na segunda metade do ano passado, saltando para acima de 60% a partir de março de 2013".

A compra de dólares na Argentina tem sido, historicamente, o refúgio argentino para suas economias. A partir de outubro de 2011, após ser reeleita, a presidente Cristina Kirchner adotou controles do mercado para reduzir a fuga de divisas.

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