Dólar passa a cair após relatório de emprego nos EUA

O mercado de câmbio doméstico abriu a sessão em ligeira alta frente ao real, mas inverteu a trajetória e passou a cair após a divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos (payroll) de agosto, o indicador mais esperado da semana. Conforme informado na manhã desta sexta-feira, 05, a economia norte-americana criou 142 mil empregos no mês passado, muito abaixo da previsão de criação de 225 mil vagas. Esta é a menor geração de empregos no ano. A taxa de desemprego caiu de 6,2% para 6,1% no período, como esperado. Há pouco, o dólar à vista no balcão recuava 0,31%, negociado a R$ 2,2370. Na BM&FBovespa, o dólar futuro para outubro estava cotado a R$ 2,2530, em baixa de 0,29%.

ANA LUÍSA WESTPHALEN, Estadão Conteúdo

05 de setembro de 2014 | 10h09

A leitura é de que a piora no mercado de trabalho dos Estados Unidos reduz a possibilidade de que o Federal Reserve antecipe a alta de juros no país, percepção que tinha ganhado força após a última ata da instituição. Nos mercados internacionais, o relatório fraco de emprego derrubou o dólar e os juros dos Treasuries, enquanto deu força aos índices futuros das bolsas de Nova York. Às 9h40, o dólar, que operava em alta frente ao iene antes dos dados, caía para 104,91 ienes, enquanto o euro subia para US$ 1,2967, depois de ter atingido a máxima de US$ 1,2989. Os juros dos Treasuries viraram e passaram a cair: o de dois anos recuava para 0,496% e o de dez anos diminuía para 2,403%. Nas bolsas, Nasdaq futuro subia 0,10%, Dow Jones caía 0,11% e S&P 500 tinha -0,08%.

Antes do anúncio do payroll, os mercados no Brasil abriram os negócios embalados por dados de inflação, entre eles o IPCA de agosto. A inflação oficial ficou em 0,25% em agosto, ante 0,01% em julho, divulgou mais cedo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que esperavam uma taxa entre 0,17% e 0,30%, com mediana de 0,26%. Com o resultado, o IPCA acumula altas de 4,02% no ano e de 6,51% em 12 meses.

Mais cedo, a FGV confirmou uma aceleração do IGP-M em agosto, que subiu 0,06%, ante a taxa negativa de 0,55% em julho. Com isso, o IGP-DI acumula altas de 1,60% no ano e de 4,63 nos últimos 12 meses. O resultado do indicador na leitura mensal ficou dentro do intervalo das projeções do mercado financeiro, que estimavam desde um recuo de 0,17% a um avanço de 0,11%, e acima da mediana de -0,05%, de acordo com as instituições ouvidas pelo AE Projeções.

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