Dólar pode cair frente ao real, diz J.P. Morgan

Os mercados emergentes têm vivido um momento de alívio, com os latino-americanos entre os mais beneficiados, disse o J.P. Morgan em seu relatório de estratégia e perspectivas para o mercado. Enquanto, para o Brasil, isso é boa notícia, para os brasileiros que investem em dólar, a história é outra. A instituição diz que os mercados com posições fortes em seu balanço de pagamento continuarão a ter desempenho acima da média, destacando que o real brasileiro e o peso mexicano "encontram-se bem posicionados para novos ganhos" (frente a outras moedas, como o dólar). Isso significa, no caso brasileiro, que o valor da moeda norte-americana pode cair em relação ao real. Para a instituição, a ampla recuperação das commodities contribuiu para a recuperação dos ativos dos países emergentes. A América Latina, em especial, atraiu um maior número de investidores em comparação aos países emergentes da Europa, da África, do Oriente Médio e da Ásia, em conseqüência da distinção que os investidores vêm fazendo entre os países e as regiões, com base nos fundamentos. Segundo o J.P. Morgan, os países com os maiores déficits em conta corrente e maior necessidade de capital externo registraram pior desempenho durante os episódios recentes de volatilidade e, mesmo sem que uma forte posição em conta corrente represente garantia de estabilidade, os fundamentos atraíram intenso fluxo para as carteiras. Isto explica, segundo o J.P. Morgan, o desempenho acima da média dos mercados latino-americanos, com exceção da Colômbia. Para o J.P. Morgan, o impacto econômico dos intensos movimentos registrados pelos mercados até o momento deve ficar restrito aos países que possuem fracos fundamentos, especialmente aqueles onde os bancos centrais estão sendo forçados a apertar o juro para conter preocupações com a inflação, como a Turquia.

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