Dólar recua 0,24% em dia de realização de lucros

Desvalorização da moeda ante o real foi favorecida pela entrada líquida de recursos no Brasil

Fabrício de Castro, da Agência Estado,

23 de maio de 2013 | 17h25

Após os avanços mais recentes, o dólar recuou nesta quinta-feira, 23, ao redor do mundo, em um movimento de realização de lucros e de ajustes de apostas. Apesar da fuga dos investidores, em boa parte do dia, de ativos de maior risco como as ações, os recursos não buscaram o dólar, mas sim outras moedas. No Brasil, isso se materializou na baixa da divisa americana ante o real, sendo que a desvalorização do dólar foi favorecida pela entrada líquida de recursos no País ao longo do dia.

O dólar à vista no balcão encerrou a quinta-feira em baixa de 0,24%, cotado a R$ 2,0460. Na cotação máxima do dia, perto das 11h50, a moeda atingiu R$ 2,056 (alta de 0,24%) e, na mínima, R$ 2,0430 (baixa de 0,39%). No mercado futuro, o dólar para junho era cotado a R$ 2,0490, em baixa de 0,19%.

Pela manhã, profissionais do mercado já citavam a tendência de realização no mercado de câmbio, após o dólar subir nas últimas sessões. Na quarta-feira, por exemplo, a moeda americana negociada no mercado à vista fechou acima dos R$ 2,05 no Brasil e, em relação a outras divisas com elevada correlação com commodities, os ganhos também foram consistentes.

"No geral, o mercado de câmbio brasileiro olhou bem lá para fora hoje. As moedas commodities melhoraram no exterior, com consequente queda do dólar. Este movimento é de desaceleração da alta (do dólar) nos últimos dias", avaliou um profissional da mesa de câmbio de um grande banco. Segundo ele, o recuo do dólar também corrige certo exagero no Brasil, mesmo porque o fluxo de recursos tem sido positivo. Hoje, a entrada líquida de dólares favoreceu o movimento.

Pela manhã, porém, a moeda americana chegou a subir ante o real e atingir a máxima de R$ 2,056. Para João Paulo de Gracia Corrêa, gerente de câmbio da Correparti Corretora, de Curitiba, os investidores testaram se o Banco Central entraria no mercado, vendendo dólares no mercado futuro por meio de swap cambial tradicional. "Como o BC não entrou, o pessoal também aproveitou para vender moeda. E o fluxo positivo fez que o dólar voltasse a se alinhar com o exterior", comentou.

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