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Dólar recua 0,28% após medida do IOF e atuação do BC

A moeda dos EUA encerrou a R$ 2,1310, depois de bater a mínima de R$ 2,0940 e a máxima de R$ 2,150, apontando oscilação de 2,67% entre os extremos

Fabrício de Castro, da Agência Estado,

05 de junho de 2013 | 17h05

A redução para zero do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) cobrado de estrangeiros em operações de renda fixa chegou a fazer o dólar recuar mais de 2% ante o real no início da sessão desta quarta-feira, 5, mas a moeda norte-americana voltou a se recuperar.

Profissionais do mercado financeiro continuaram discutindo, ao longo do dia, até que ponto a medida vai, de fato, atrair mais capital para o Brasil, em um momento em que o dólar se valoriza em todo o mundo ante as demais divisas. Declarações da presidente Dilma Rousseff, de que o governo não tem "medida nenhuma para segurar o dólar", abriram espaço para a alta da moeda no início da tarde, o que fez o Banco Central (BC) entrar nos negócios por meio de leilão de swap cambial.

Em meio a tantos estímulos conflitantes, o dólar no balcão fechou em baixa de 0,28% ante o real, cotado a R$ 2,1310. Na mínima, verificada às 9h35, o dólar valeu R$ 2,0940 (-2,01%) e, na máxima, às 11h53, atingiu R$ 2,150 (+0,61%). Da mínima para a máxima, a cotação oscilou +2,67%. Perto das 16h30 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro consistente, de US$ 3,559 bilhões. O dólar pronto da BM&F teve alta de 0,04%, para R$ 2,1364, com apenas cinco negócios. No mercado futuro, o dólar para julho era cotado a R$ 2,1425, em alta de 0,19%.

Com o IOF zero para investimentos de estrangeiros na renda fixa, criou-se a expectativa de que o dólar à vista se ajustasse em baixa nesta sessão. Isso de fato ocorreu, mas aos poucos a medida do governo foi ganhando releituras. "Os bancos fizeram as contas e começaram a achar que pode não vir tanto fluxo para o Brasil assim", comentou João Paulo de Gracia Corrêa, gerente de câmbio da Correparti Corretora.

Além disso, as declarações da presidente Dilma Rousseff no fim da manhã, reforçando que o câmbio é flutuante no País, contribuíram para a virada da moeda norte-americana para o território positivo. "Como o movimento de alta no mercado futuro foi muito brusco, o Banco Central acabou agindo", comentou um profissional da mesa de câmbio de um grande banco.

No leilão de swap cambial (equivalente à venda de moeda no mercado futuro), o BC negociou 27,5 mil contratos com vencimento em 1/7/2013. Na operação, foram oferecidos até 40.000 contratos. O volume da operação equivale a US$ 1,376 bilhão.

Segundo o profissional consultado, também se falou muito que "a retirada do IOF acaba tendo um efeito reverso". "Do mesmo jeito que facilita a entrada de capitais, como o dólar está forte no cenário externo como um todo, acaba surgindo a visão de que fica mais fácil retirar o que está aplicado aqui, porque agora o investidor sabe que, quando voltar, não vai ter mais a alíquota", acrescentou.

Para Sidney Nehme, sócio da NGO Corretora, faz sentido que, no dia seguinte à uma mudança como a do IOF, ocorra volatilidade. "O dólar fica com viés de baixa por conta do IOF, mas há uma resistência. Os fundos nacionais estão muito comprados no mercado futuro. E quem está comprado, vai se opor à queda da moeda e isso é natural", comentou. Nehme aposta, porém, que a isenção de IOF surtirá efeito. "Acredito que, em três ou quatro semanas, o dólar pode ir para R$ 2,05, R$ 2,04."

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