Dólar recua à espera de Ibope e Fed

O dólar começou a sessão em baixa ante o real, enquanto o Ibovespa futuro, com sinal positivo, tenta mostrar mais disposição do que as bolsas internacionais. Toda a movimentação, no entanto, é moderada, uma vez que os investidores em geral aguardam ansiosos pelo desfecho da reunião de dois dias de política monetária do Federal Reserve, que começa nesta terça-feira, 16, e, no Brasil, por mais uma pesquisa eleitoral para as próximas horas, a Ibope. Há pouco, foi revelada que a inflação ao produtor norte-americano ficou estável em agosto ante julho, como era esperado.

LUCIANA ANTONELLO XAVIER, Estadão Conteúdo

16 de setembro de 2014 | 09h57

Às 9h31, o dólar à vista no balcão cedia 0,17%, a R$ 2,3380, na mínima. O dólar para outubro de 2014 caía 0,17%, a R$ 2,3490. O Ibovespa futuro subia 0,42%, aos 57.948,76 pontos, enquanto em Nova York, o Dow Jones futuro caía 0,12% e o S&P 500 cedia 0,15%.

As sondagens reveladas desde a semana passada têm mostrado que o fôlego da candidata pelo PSB Marina Silva era curto e que a presidente Dilma Rousseff (PT), sua principal adversária, está mais forte do que o mercado gostaria reverteu o bom humor motivado pela repentina disparada de Marina após a morte de Eduardo Campos.

A pesquisa Vox Populi/Rede Record, divulgada na segunda-feira, 15, à noite, mostrou Dilma com 36% das intenções de voto na primeira rodada do pleito e Marina com 27%. Num segundo turno, ambas aparecem em empate técnico, com Marina com 42% e Dilma com 41%.

Também são aguardadas novas projeções econômicas dos Estados Unidos e um novo corte de US$ 10 bilhões nas compras mensais de ativos, restando apenas cerca de US$ 15 bilhões para o Tesouro adquirir até outubro, quando encerra esse programa. Uma das mudanças esperadas por alguns economistas é sobre o trecho do comunicado que diz que os juros dos Fed Funds serão mantidos próximos de zero no país por um "tempo considerável" após o fim das compras de ativos.

Em tempo: o Parlamento ucraniano ratificou nesta terça-feira o acordo comercial e político com a União Europeia (UE), que esteve na origem das manifestações realizadas na Ucrânia no ano passado e, por sua vez, levaram à queda do então presidente Viktor Yanukovich.

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