Dólar recua ante euro com dados positivos da China e Alemanha

Expectativa de afrouxamento quantitativo por parte do Fed também pressiona moeda norte-americana

Álvaro Campos, da Agência Estado,

21 de outubro de 2010 | 13h28

O dólar opera em queda em relação ao euro. A divulgação de dados positivos na China e na Alemanha levou os investidores a apostarem em ativos de risco.

 

O crescimento do PIB da China no terceiro trimestre foi de 9,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar de o dado mostrar uma desaceleração ante o crescimento anual de 10,3% no segundo trimestre, ele veio um pouco acima da média prevista pelos analistas, de 9,5%.

 

Já os dados da Alemanha mostraram que o setor privado se expandiu a um ritmo mais rápido em outubro do que em setembro, com o índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) composto preliminar subindo para 56,0, de 54,7 no mês anterior. Tanto o setor de manufatura como o de serviços registram expansão na atividade.

 

As expectativas de que o Federal Reserve dos EUA deve adotar uma nova rodada de compras de bônus do governo para impulsionar a economia, o que inundaria o mercado com dólar e desvalorizaria a moeda norte-americana, ainda é o fator mais importante para os investidores. Eles estão analisando os dados econômicos dos EUA para avaliar qual seria o tamanho de tal medida de afrouxamento quantitativo.

 

Durante a sessão na Ásia, o dólar chegou a subir brevemente depois que o secretário do Departamento de Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, comentou em uma entrevista para o Wall Street Journal que usaria a reunião do G-20 neste fim de semana para buscar formas de "reequilibrar" a economia mundial. Alguns analistas viram isso como um sinal de que os EUA devem resistir a novas quedas do dólar ante o euro e o iene, sugerindo que um acordo internacional sobre câmbio poderia estar sendo desenvolvido.

 

Após a divulgação de uma queda maior do que a esperada nos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA na semana encerrada no dia 16, o euro reduziu um pouco sua alta. Mas apesar desses fatores, a recuperação do dólar não durou muito. Além dos dados da China e da Alemanha, há pouco o Fed da Filadélfia divulgou que seu índice de atividade industrial subiu para 1 em outubro, de -0,7 em setembro. Entretanto, o dado veio pior do que o esperado, pois os economistas ouvidos pela Dow Jones acreditavam que a leitura chegasse a 2.

 

"Nós estamos observando uma volatilidade muito grande do dólar esta semana, e as declarações dos presidentes de bancos centrais vão continuar no foco antes da reunião do G-20 neste fim de semana", disse Dan Cook, executivo-chefe da IG Markets. "Os fundamentos realmente não importam no momento", acrescentou.

 

Às 12h45 (de Brasília), o euro estava a US$ 1,4003, de US$ 1,3949 no fim da tarde de ontem. O iene estava a 81,1550 por dólar, de 81,16 por dólar ontem, enquanto o euro estava a ¥ 113,68, de ¥ 113,25. A libra estava a US$ 1,5780, de US$ 1,5840 ontem. O franco suíço estava a 0,9640 por dólar, de 0,9627 por dólar ontem. O índice ICE Dollar, que monitora a cotação da moeda norte-americana ante uma cesta de moedas, estava a 77,124, de 77,212 ontem. As informações são da Dow Jones.

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