Dólar recua ante real reagindo à ata do Copom e exterior

O dólar abriu em queda ante o real, cotado a R$ 2,1240 (-0,33%) no mercado à vista de balcão. A moeda à vista já registrou uma mínima, a R$ 2,1150 (-0,75%), e às 10h09 desta quinta-feira, 6, atingiu uma máxima, a R$ 2,1290 (-0,09%). O recuo é atribuído por alguns agentes de câmbio principalmente a uma reação do mercado à ata da reunião do Copom da semana passada. Também pesa a aceleração dos ganhos do euro ante o dólar após o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, afirmar que a instituição continua preparada para agir, disse um operador de uma corretora.

SILVANA ROCHA, Agencia Estado

06 de junho de 2013 | 10h32

Segundo este profissional, o fato de a ata do Copom ter elevado o dólar em seu cenário de referência de R$ 2,00 para R$ 2,05, ignorando o patamar de R$ 2,11 registrado pela moeda à vista no fechamento do dia 29 de maio (data da decisão do Copom), pode indicar que a autoridade monetária tende a redobrar a vigilância sobre o câmbio. "Além de manter a mão pesada na política monetária para segurar a inflação, o BC poderá fazer novos leilões de swap e eventualmente anunciar mais medidas de flexibilização de IOF, já que a taxa de câmbio atual no patamar de R$ 2,12 - mesmo em queda hoje - ainda está muito acima dos R$ 2,05 citados na ata", avaliou.

No mercado futuro às 10h22, o dólar para julho de 2013 estava a R$ 2,1375 (-0,16%). Até esse horário, esse vencimento oscilou de R$ 2,1255 (-0,72%) a R$ 2,1390 (-0,09%).

Na Europa, mais cedo, O BCE e o Banco da Inglaterra (BOE) decidiram manter os juros básicos inalterados em +0,5% nos dois casos, sendo que o BOE também manteve os mesmos volumes de compras de ativos em 375 bilhões de libras. Em Nova York, às 10h19, o euro subia a US$ 1,3153, de US$ 1,3003 no fim da tarde de ontem. O dólar recuava a 99,07 ienes, de 100,48 ienes na véspera. Já a moeda norte-americana tem direções mistas ante as moedas commodities, como o dólar australiano (+0,58%), o dólar canadense (+0,05%), o peso chileno (+0,56%), a rupia indiana (-0,01%), o peso mexicano (+0,26%) e o dólar neozelandês (+0,45%).

No exterior, a manutenção dos juros básicos pelo BCE (+0,5%) e o banco da Inglaterra (+0,5%), que também manteve os volumes de compras de ativos inalterados, ajuda a impulsionar o euro diante do dólar.

A moeda japonesas (iene) também se valoriza após o governo do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, apresentar um rascunho de plano fiscal de médio prazo que coloca medidas de reforma mais difíceis em segundo plano antes da eleição na Câmara Alta.

Já as moedas correlacionadas a commodities têm direções mistas ante o dólar e podem ter peso importante hoje nas decisões de negócios no Brasil, prevê o gerente da Correparti, João Paulo de Gracia Corrêa.

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