Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Dólar recua e é cotado a R$ 3,46; Bolsa fecha perto da estabilidade

Moeda americana teve desvalorização de 0,41% no pregão desta sexta-feira; Bolsa avança 0,07% aos 86.444,66 pontos

Paula Dias e Ana Paula Ragazzi, O Estado de S.Paulo

27 Abril 2018 | 12h25
Atualizado 27 Abril 2018 | 18h44

O dólar à vista fechou hoje em baixa, em um dia de pequeno alívio após uma semana de nervosismo no mercado. A moeda americana fechou cotada a R$ 3,4627, com queda de 0,41%. O volume negociado foi forte e alcançou US$ 2,7 bilhões. Já o índice Ibovespa fechou o dia perto da estabilidade, com leve alta de 0,07%, aos 86.444,66 pontos.

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Diante da valorização que o dólar apresentou esta semana - na quarta-feira chegou a R$ 3,5155 no pregão -, alguns especialistas afirmaram que houve espaço para realização de lucros. Na semana, a moeda americana acumulou valorização de apenas 1,58% em relação ao real - apesar de toda a tensão dos últimos dias.

De acordo com Bruno Foresti, gerente de câmbio do Ourinvest, os dados do PIB americano acabaram contribuindo para o dia de queda do dólar em relação às moedas de países emergentes. O PIB dos EUA cresceu 2,3% no primeiro trimestre, na taxa anual sazonalmente ajustada, ficando acima da previsão de +1,8%.

No entanto, os gastos dos consumidores tiveram avanço de 1,1% no quarto trimestre, bem abaixo da alta de 4,0% do quarto trimestre e o resultado mais fraco desde meados de 2013. "Como o consumo cresceu mais devagar que o esperado, fica a sensação de que não haverá tanta pressão inflacionária e houve algum alento para aqueles que acreditam que o Fed não aumentará o ritmo de alta dos juros por lá", afirmou Foresti. "O real, então, deu uma respirada. Mas a previsão para os próximos meses é de alta volatilidade no câmbio, principalmente em função de notícias relacionadas à eleição. Está todo mundo de olhos e ouvidos bem abertos", afirmou.

Bolsa.  O mercado brasileiro de ações mostrou pouco fôlego para avançar na tendência de alta e o Índice Bovespa terminou o dia perto da estabilidade, aos 86.444,66 pontos (+0,07%). Pela manhã, influências positivas do cenário externo levaram o índice a subir até 0,92%, superando o patamar dos 87 mil pontos, que não se sustentou por muito tempo. À tarde, a agenda esvaziada aqui e no exterior e o desempenho morno das bolsas de Nova York desestimularam novas compras.

Mesmo com o resultado fraco de hoje, o Ibovespa terminou a semana com ganho acumulado de 1,05%. No mês, há alta de 1,26%. Para Leandro de Checchi, analista da Nova Futura, a desaceleração à tarde foi resultado de operações pontuais de realização de lucros, dado o bom desempenho das ações nos últimos dias. Um dos exemplos, segundo o analista, seriam os papéis da Vale, que terminaram o dia em baixa de 0,72%. Mais cedo, a mineradora divulgou balanço do primeiro trimestre, cujos resultados incluíram lucro de US$ 1,59 bilhão, dentro do esperado pelos analistas.

Para Checchi, a tendência para o Ibovespa no curto prazo ainda é de alta, uma vez que o índice segue atrativo para o investidor estrangeiro. No entanto, afirma, uma vez mantida a tendência, as análises apontam para uma correção natural em maio ou junho. Segundo dados da B3, o saldo líquido dos investimentos estrangeiros na Bolsa ficou positivo em R$ 182,020 milhões na última quarta-feira, levando o acumulado de abril para R$ 3,630 bilhões.

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