Dólar recua para R$ 2,104 e espera indicadores dos EUA

O dia está começando tranqüilo no mercado de câmbio doméstico, com leve baixa da cotação do dólar na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). O primeiro negócio, fechado no pregão viva-voz às 9h10, foi à taxa de R$ 2,104 por dólar, recuo de 0,09% sobre a cotação do fechamento da sessão ontem à tarde. O dólar fechou ontem em R$ 2,106 na BM&F. Desde o começo do mês, o dólar acumula desvalorização de 0,80%. Depois de viverem vários pregões de tensão, os mercados internacionais mostraram leve recuperação e esperam, hoje, os dados do relatório de fevereiro do mercado de trabalho norte-americano, mais precisamente o número de vagas criadas (chamado payroll). Os números serão divulgados às 10h30 (de Brasília). Até lá, a cautela deve prevalecer. No mesmo horário, o Departamento do Comércio dos EUA divulga o saldo comercial do país em janeiro. Na agenda brasileira, o destaque é a inflação de fevereiro, medida pelo IPCA, do IBGE. É o índice oficial utilizado no regime de metas de inflação. As estimativas dos analistas ouvidos pela Agência Estado para a inflação do mês passado vão de 0,35% a 0,47%. O restante da agenda econômica e política gira em torno da visita do presidente dos EUA, George W. Bush, ao Brasil, que nesta manhã encontra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Paulo. A perspectiva para o câmbio doméstico é que o dólar fique "de lado" (pequenas oscilações) até o meio da manhã, para definir-se de acordo com o humor externo após o "payroll" e com o fluxo de recursos. A avaliação consensual do mercado é que, perante eventuais dados apaziguadores da economia dos EUA, a tendência de queda firme do dólar seja retomada. A menos que o Banco Central atue fortemente na compra de dólares no mercado, enxugando a liquidez.

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