Dólar recua para R$ 2,132 com inflação contida nos EUA

O dólar comercial demorou a abrir nesta terça-feira e, quando os negócios começaram a ser registrados, já trabalhavam em trajetória de queda, mesmo sinal do pregão viva-voz da BM&F, que inverteu a mão depois da abertura. O mercado está reagindo favoravelmente aos indicadores divulgados nos EUA um pouco mais cedo. Às 10h49, o dólar era cotado a R$ 2,132, em queda de 0,14% na roda da BM&F, e em baixa de 0,19% a R$ 2,132 no mercado à vista (balcão). O dólar abriu levemente pressionado na BM&F pela expectativa da pesquisa do Banco Central com seus dealers sobre a possibilidade de retomada dos leilões de swap cambial reverso. Com a saída dos indicadores nos EUA, às 9h30, a cotação na BM&F também passou a seguir os juros dos títulos americanos. De maneira geral, contudo, as oscilações no câmbio nesta manhã estão sendo fracas, alternando pequenas altas e pequenas baixas. Saiu hoje o índice de preços ao produtor (PPI) norte-americano de março, que subiu 0,5%, ante 0,4% previstos pelos analistas. No entanto o núcleo, que é mais observado pelo mercado, ficou em 0,1%, abaixo da estimativa de alta de 0,2%. Este resultado é considerado positivo pelo mercado. A ele, soma-se o número de obras residenciais iniciadas em março, também nos EUA, que caiu 7,8%, ante previsão de recuo de 4,7%, e as permissões para novas obras, que também caíram acima do esperado, o que dá margem a uma avaliação de que há esfriamento do setor imobiliário. Tais dados são interpretados pelo mercado como um sinal de que o aperto monetário nos EUA não vai ser esticado. Às 10h53, o T-Note de 10 anos caía 0,37%, a 4,9834%, e o T-Bond de 30 anos desacelerava 0,29%, a 5,0631%. O contrato futuro de maio de petróleo, em Nova York, registrava alta de 0,14% no mesmo horário, a US$ 70,50 o barril.

Agencia Estado,

18 Abril 2006 | 10h56

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