Epitácio Pessoa/Estadão
Epitácio Pessoa/Estadão

Dólar recua pelo 3º dia e fecha cotado a R$ 3,12

Moeda norte-americana chegou a recuar para R$ 3,09, mas devolveu parte das perdas; investidores procuram pistas sobre o futuro do programa cambial do Banco Central

Clarissa Mangueira, O Estado de S. Paulo

24 de março de 2015 | 09h41


Texto atualizado às 16h50

O dólar recuou pela terceira sessão seguida, após uma negociação volátil, à medida que os investidores digeriam comentários do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.Pesou sobre os investidores as incertezas em relação à continuidade do programa cambial do BC. A moeda terminou com baixa de 0,83%, aos R$ 3,1250. 

A moeda abriu a sessão em queda, tanto no mercado futuro quanto no segmento à vista, reagindo à manutenção do grau de investimento do Brasil, anunciada pela agência de classificação de risco Standard & Poor's. No entanto, a moeda passou a oscilar, à medida que o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, dava início a sua audiência no Senado. Os sinais mistos do dólar ante outras divisas internacionais, após indicadores econômicos dos EUA desencadearem leituras divergentes, também contribuiu para a volatilidade da moeda norte-americana no Brasil. 

Durante sua fala, o presidente do BC ressaltou a importância do dólar mais forte para ajustes das transações correntes do País e afirmou que o programa de swap tem atingido plenamente seu objetivo. Ele afirmou também que o BC pode manter posição dos swaps ante reservas por 10 ou 20 anos, mas ressaltou que "não quer dizer que vamos fazer isso". Segundo Tombini, os leilões não tinham a finalidade de segurar câmbio em nenhum nível, mas sim para que empresas não quebrem ao primeiro "soluço" do mercado.

As declarações do presidente do BC alimentaram as dúvidas sobre a continuidade do programa de leilões de swaps cambiais, a partir de abril, uma vez que provocaram interpretações variadas dos participantes do mercado. Parte deles avaliou que, ao reforçar a importância dos leilões, Tombini indicou que a instituição poderá continuar a realizá-los, enquanto alguns agentes afirmaram o contrário, dizendo que Tombini não deu sinal nenhum sobre como ficará o programa mais para frente.




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