Dólar reforça queda após leilão do Banco Central

O dólar acentuou a queda a partir das 15h30, refletindo a melhora das Bolsas em Nova York, a queda do risco Brasil (para 209 pontos base) e o resultado do leilão de compra da moeda norte-americana pelo Banco Central. Por volta das 15h45, o dólar renovou as cotações mínimas, a R$ 2,159 no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), em baixa de 0,37%, e a R$ 2,160 no mercado interbancário (-0,37%). Antes do leilão, a moeda caía 0,18% a R$ 2,164 no mercado interbancário e recuava 0,21% a R$ 2,1625 na BM&F. Pelo terceiro dia consecutivo, a autoridade monetária aceitou um número pequeno de propostas no leilão, o que teria levado algumas tesourarias a ampliar a oferta de moeda em mercado diante do cenário externo mais calmo, depois do susto de manhã com a descoberta de uma ameaça terrorista pela polícia da Inglaterra. Das cerca de 20 propostas levadas pelos participantes do leilão, apenas cinco foram aceitas pelo BC e apenas com cotações perto do valor mínimo proposto, segundo operadores consultados. Essa postura do BC - percebida desde terça-feira - pode se justificar pelo saldo alto das reservas do País, que já se aproxima de US$ 70 bilhões - fechou ontem em US$ 69,011 bilhões -, comentou um operador. No leilão, o Banco Central aceitou cinco propostas à taxa de corte de R$ 2,1625. Segundo um operador, foram apresentadas cerca de 20 propostas, com taxas que iam de R$ 2,162 a R$ 2,165.

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