Dólar renova cotações máximas com piora das Bolsas

O dólar renovou as cotações máximas esta tarde, perto do fim dos negócios de hoje, pressionado pela liquidez mais fraca após o leilão de compra realizado pelo Banco Central e a demanda das tesourarias em meio à piora das Bolsas americanas e da Bovespa. Por volta de 15h45, o dólar negociado à vista era cotado a R$ 2,2177, em alta de 0,94% no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). No mercado interbancário, o dólar comercial subia 0,77%, para R$ 2,217. No mercado de ações, as Bolsas de Nova York caíam mais de 1% e a Bovespa estava na mínima, em baixa de 2,32%, em 35.389 pontos. Os investidores reforçam as vendas de ações na Bovespa e em Nova York em meio à disparada externa do petróleo, visando migrar para o mercado de juros e de câmbio em busca de proteção, afirmaram participantes do mercado consultados. Os mercados reagem negativamente ao risco geopolítico, que agora divide as preocupações com a inflação norte-americana, a desaceleração econômica e os alertas sobre balanços corporativos. Lá fora, também há expectativas sobre a reunião do banco central japonês, amanhã, e o mercado praticamente já embutiu nos preços a perspectiva de o juro do Japão subir 0,25 ponto percentual amanhã.

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