Dólar renova máxima e encosta em R$ 2,40, mesmo após dois leilões do BC

Moeda norte-americana chegou a ser cotada a R$ 2,397, em alta de 2,30%, na máxima do dia

Silvana Rocha e Eduardo Cucolo, da Agência Estado,

16 de agosto de 2013 | 10h14

Texto atualizado às 15h30

SÃO PAULO - Após abrir em alta no mercado brasileiro, alinhado ao desempenho das moedas commodities no exterior, o dólar passou a renovar a sua cotação máxima nesta sexta-feira. A divisa ultrapassou com folga o patamar de R$ 2,35, registrado na abertura dos negócios, e chegou a encostar no nível de R$ 2,40.

O movimento de forte alta ocorre mesmo após a realização de dois leilões de venda da moeda no mercado futuro pelo Banco Central e o anúncio da rolagem de US$ 5 bilhões em contratos que vencem em setembro de 2013. 

Às 15h27, o dólar à vista chegou na máxima, a R$ 2,397 (+2,30%), de uma mínima de R$ 2,34 (+0,21%), registrada após a abertura. "Com a alta do dólar ante moedas commodities lá fora e os problemas com a economia doméstica (crescimento baixo, inflação elevada e fluxo cambial negativo), a tendência é de alta do dólar", disse um operador de tesouraria de um banco.

O primeiro leilão do BC hoje foi por volta de 10h50, quando foram vendidos 20 mil contratos de swap com vencimento em 01/04/2014, no valor de US$ 989 milhões. O swap cambial é uma operação que equivale à venda de dólares no mercado futuro.

Depois de duas horas, por volta de 12h50, o Banco Central voltou a intervir no câmbio e vendeu pouco mais da metade (21.600) dos 40 mil contratos de swap cambial ofertados em leilão. Foram negociados 16.850 contratos com vencimento em 01/11/2013, no valor de US$ 840,5 milhões, e 4.750 papéis para 01/04/2014 (US$ 235,1 milhões).

Rolagem de swap. O Banco Central antecipou na quinta-feira à noite que, além da rolagem de swap de US$ 5 bilhões, "continuará com sua política de intervenções pontuais no mercado futuro de câmbio".

Por causa disso, há expectativas entre operadores de câmbio de que a autoridade monetária poderá conter uma volatilidade excessiva do dólar ante o real.

Porém, esses profissionais não acreditam que as atuações do BC, mesmo reforçadas com ofertas adicionais, devem mudar a tendência mundial de valorização da moeda norte-americana em meio à aposta crescente de início da retirada dos estímulos à economia nos Estados Unidos em setembro.

Desde que começou neste ano a intervir no câmbio com operações de swap cambial, em 31 de maio, o BC já vendeu um volume aproximado de US$ 33 bilhões desses contratos, com o objetivo de conter a volatilidade do dólar.

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