Dólar renova mínima com Bernanke, mas Mantega segura

A indicação do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, de que segue em aberto a possibilidade de estímulos adicionais à economia dos Estados Unidos fez com que o dólar renovasse sucessivamente as cotações mínimas nesta sexta-feira em relação ao real, à medida que o apetite ao risco embalava os mercados financeiros. Porém, a reiteração, pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o governo brasileiro vai manter a indústria nacional competitiva, acompanhada de um número fraco do Produto Interno Bruto (PIB) do País, limita a queda.

OLÍVIA BULLA, Agencia Estado

31 de agosto de 2012 | 11h53

Por volta das 11h30, o dólar à vista era negociado na cotação mínima da manhã, em queda de 0,59%, a R$ 2,034 no balcão, depois de subir 0,15%, a R$ 2,049, na máxima exibida pela manhã. O movimento acompanhou a reação dos negócios ao discurso de Bernanke, que deixou poucas dúvidas de que o Fed está disposto a adotar novas medidas. Às 11h35, em Nova York, os índices Dow Jones e S&P 500 subiam 0,81% e 0,62%, ao passo que o juro da T-note de 2 anos caía a 0,231%, de 0,258% no fim da tarde de quinta-feira.

Em contrapartida, ressaltou um operador da mesa de câmbio de uma corretora paulista, as declarações de Mantega, de que o governo vai manter a indústria brasileira competitiva reduz o ímpeto da queda da moeda norte-americana, bem como a proximidade do vencimento de cerca de US$ 4 bilhões em swap tradicional na segunda-feira (3). Segundo o ministro, o cenário para a indústria vai melhorar nos próximos trimestres por causa do real desvalorizado. Mais cedo, o IBGE anunciou números fracos do PIB do País no trimestre passado, cujos resultados vieram abaixo do esperado, tanto na comparação trimestral quanto anual.

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