Dólar repercute juro dos EUA e abre em alta, a R$ 2,234

O dólar abriu em alta de 1,18% a R$ 2,234 no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros. E nos negócios seguintes a taxa já avançava para R$ 2,241 (+1,49%), na máxima às 9h24. O mercado de câmbio põe hoje na conta a reação negativa ao conteúdo do comunicado do Federal Reserve (banco central dos EUA), que mostrou preocupações inflacionárias, deixando assim abertas as possibilidades de que a taxa de juro dos EUA suba acima de 5%. O comunicado foi divulgado ontem à tarde, quando o câmbio já havia encerrado os negócios. Boa parte dos analistas internacionais ainda considera que a probabilidade maior é de que a taxa norte-americana, que ontem foi elevada a 4,75%, suba somente 0,25 ponto porcentual antes que o aperto monetário seja encerrado. Mas o documento do Fed não trouxe essa certeza ao mercado e, portanto, as dúvidas permanecem e o ambiente de volatilidade também. Foi o que ocorreu ontem ao final da tarde, pegando somente o mercado eletrônico de dólar em funcionamento. No entanto, a pressão de alta na abertura de hoje tende a não ser muito forte e pode não durar. Primeiro, porque as reações negativas externas ao comunicado do Federal Reserve parecem ter se esgotado. As taxas de juros dos títulos do Tesouro dos EUA já mostravam pequeno recuo esta manhã. Os índices futuros das bolsas norte-americanas operavam em alta. Os títulos da dívida externa brasileira também mostravam valorização. Além disso, no fechamento do dólar ontem, o mercado doméstico esboçava sinais de que estava se acalmando em relação à troca de ministros da Fazenda. As preocupações foram reduzidas principalmente depois de declarações a respeito da permanência de Henrique Meirelles na presidência do Banco Central. E das palavras do próprio Meirelles dando conta de que continuará normalmente seu trabalho. O presidente do BC disse também que não há questionamentos sobre sua permanência no cargo e que o presidente Lula lhe reafirmou a independência do BC. O novo ministro da Fazenda, Guido Mantega, por sua vez, declarou que não tem reservas em relação a Meirelles. Ainda assim, o mercado vai acompanhar as mudanças que estão sendo feitas na equipe econômica.

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