Dólar segue ajuste nos Estados Unidos e abre em alta

No mercado à vista, o dólar começou a sessão a R$ 2,0470 (+0,05%) e, em seguida, testou uma máxima, de R$ 2,0480 (+0,10%

Silvana Rocha, da Agência Estado,

24 de maio de 2013 | 09h57

O mercado doméstico de câmbio abriu nesta sexta-feira, 24, com o dólar em alta, acompanhando o ajuste positivo da divisa dos Estados Unidos ante moedas correlacionadas a commodities no exterior. No mercado à vista, o dólar começou a sessão a R$ 2,0470 (+0,05%) e, em seguida, testou uma máxima, de R$ 2,0480 (+0,10%). Às 9h39, a moeda no balcão estava na mínima, a R$ 2,0470 (+0,05%).

No mercado futuro, às 9h39, o dólar para junho de 2013 subia a R$ 2,0480 (+0,02%), após começar a sessão a R$ 2,050 (+0,12%). Até esse horário, esse vencimento da moeda norte-americana oscilou de R$ 2,0470 (-0,02%) a R$ 2,0510 (+0,17%).

Uma piora do sentimento empresarial da China, divulgada ontem à noite, sustenta a cautela nos mercados. Nos Estados Unidos, o resultado das encomendas de bens duráveis em abril ficou acima do esperado. As encomendas de bens duráveis subiram 3,3% em abril, ante previsão de +1,3%. Em março, o dado computou uma queda de 5,7%.

A perspectiva de um feriado nos Estados Unidos na segunda-feira (Memorial Day) poderá reduzir a liquidez interna no câmbio nesta sexta-feira. Nos EUA, o mercado de Treasuries fechará mais cedo nesta sexta-feira, às 15 horas. Há expectativa, no entanto, de que o fluxo cambial continue favorável ao Brasil, trazendo certo alívio à formação de preço do câmbio interno.

Em Nova York, às 9h34, o euro devolvia os ganhos iniciais e estava em US$ 1,2926, de US$ 1,2933 no fim da tarde de ontem. O dólar era cotado a 101,53 ienes, de 101,64 ienes na véspera. O dólar norte-americano subia ante o dólar australiano (+0,60%), o dólar canadense (+0,38%), o peso chileno (+0,07%), o peso mexicano (+0,53%), a rupia indiana (+0,11%) e o dólar neozelandês (+0,41%).

Na China, o Índice de Sentimento Empresarial MNI mostrou uma piora nas novas encomendas e das condições financeiras, ao computar uma desaceleração para 57,1 em maio, de 58,5 em abril. Apesar da desaceleração, trata-se do oitava mês consecutivo de expansão do índice. Ontem, outro indicador mostrou uma contração inesperada na atividade industrial chinesa que, junto com dos comentários de quarta-feira do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, provocaram forte volatilidade e perdas generalizadas nos mercados de ações e também do dólar.

No Japão, o dólar caiu em relação ao iene na sessão asiática desta sexta-feira em uma sessão bastante volátil. Os movimentos ocorreram após a forte queda de 7,3% do índice Nikkei na quinta-feira, 23, o maior declínio em um único dia em mais de dois anos. Traders disseram que a volatilidade no mercado de câmbio refletiu o forte foco no preço das ações.

Na zona do euro, dois dados bons sobre a economia da Alemanha ajudaram o euro mais cedo a estender os ganhos da véspera em relação ao dólar, mas a moeda virou para o lado negativo.

O índice IFO de confiança das empresas alemãs subiu em maio pela primeira vez após dois meses seguidos de queda e superou a previsão. Segundo o levantamento, o indicador subiu de 104,4 em abril para 105,7 em maio. O desempenho superou as previsões dos economistas, que esperavam número estável. Também melhorou a sensação sobre o clima atual dos negócios, cujo número passou de 107,3 para 110. Também o índice de confiança do consumidor medido pelo instituto GfK subiu pelo quinto mês consecutivo. Na pesquisa para junho, o dado atingiu 6,5, ante 6,2 de maio. A leitura é a maior desde setembro de 2007 e superou a previsão de economistas, de 6,2 pontos.

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