Fabio Motta/Estadão
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Dólar segue mercado externo e recua

Apesar do tom mais positivo nos mercados locais, o investidor não abandona a cautela e estará atento ao cenário político

LUCIANA ANTONELLO XAVIER, Agência Estado

12 de março de 2015 | 10h01

(Texto atualizado às 12 horas)

O dólar opera em queda ante o real tanto no mercado à vista como no futuro, em sintonia com o sinal predominante da moeda norte-americana no exterior e com uma trégua pontual nas notícias negativas vindas do lado político. Os mercados domésticos também digerem a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), considerada mais suave. Às 12 horas, o dólar tinha queda de 0,26%, a R$ 3,117. 

A ata trouxe mudanças nas projeções de câmbio. O câmbio considerado em cenário de referência passa de R$ 2,65 para R$ 2,85. O valor considerado para o dólar está abaixo do valor negociado no dia em que o colegiado decidiu subir a Selic, quando fechou em R$ 2,9790. Naquele dia, o dólar fechou abaixo de R$ 3,00 pela última vez. O dólar para abril, no dia da reunião do BC, fechou a R$ 3,0020.

Apesar do tom mais positivo nos mercados locais hoje, o investidor não abandona a cautela e estará atento ao cenário político. Nesta quinta-feira, 12, a presidente Dilma Rousseff participou juntamente com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, da entrega de obras do Porto do Futuro, no Rio. De volta à Brasília, a presidente se reúne com o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante (15h30), que vem enfrentando pressões para deixar o cargo. As atenções também estarão na sessão da CPI da Petrobrás, na qual será ouvido o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

No exterior, o euro conseguia alguma recuperação ante o dólar. Hoje, Benoît Coeuré, integrante do conselho executivo do Banco Central Europeu (BCE), disse que a valorização do dólar ante o euro é consequência natural de políticas divergentes. Segundo ele, o BCE comprou 9,8 bilhões de euros (US$ 10,33 bilhões) em bônus, com vencimento médio de nove anos, nos primeiros três dias de seu programa de relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês), iniciado na segunda-feira, 9.

A autoridade monetária planeja comprar cerca de 60 bilhões de euros por mês em ativos - principalmente, bônus soberanos - entre março deste ano e setembro de 2016, com o objetivo de chegar a um total de 1,1 trilhão de euros. Com isso, cada vez mais o dólar e o euro se aproximam da paridade

Ibovespa. Em um dia mais fraco de indicadores de atividade, o Ibovespa sobe. No horário, o índice avançava 0,92%, cotado em 49.354 pontos.

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