Dólar sobe 0,18% sob influência do leilão de Libra

Cotação ficou nos R$ 2,178; moeda americana oscilou moderadamente ao longo do dia, com resultado do primeiro leilão do pré-sal dentro do previsto

Fabrício de Castro, da Agência Estado,

21 de outubro de 2013 | 17h17

A expectativa com o leilão do Campo de Libra permeou os negócios com dólares no Brasil, com o mercado atento a possíveis alterações de fluxos de recursos para o País no futuro.

Passado o leilão, que acabou envolvendo apenas um consórcio, o dólar oscilou de forma moderada entre altas e baixas, com o mercado avaliando que o resultado ficou dentro do previsto.

Investidores também aguardavam ao longo do dia a pesquisa de demanda por swaps que será promovida pelo Banco Central após as 17 horas de hoje, para avaliar a necessidade de rolagem dos contratos que vencem em 1º de novembro. Assim, o dólar à vista negociado no balcão fechou em alta de 0,18%, a R$ 2,1780. Em outubro, a moeda acumula baixa de 1,71% ante o real.

Na cotação mínima da sessão, vista às 9h16, o dólar atingiu R$ 2,1680 (-0,28%) e, na máxima, às 14h47, marcou R$ 2,1820 (+0,37%). Da mínima para a máxima, a moeda oscilou +0,65%. O giro financeiro no mercado à vista foi bastante contido, em especial pela manhã, somando US$ 817,1 milhões por volta das 16h30, conforme a clearing de câmbio da BM&FBovespa, sendo US$ 743,3 milhões em D+2. O dólar para novembro avançava há pouco 0,46%, a R$ 2,1855.

O dólar começou o dia no território negativo, em meio às expectativas com o leilão de Libra e com a pesquisa de demanda em relação à rolagem dos swaps de novembro. A venda de 10 mil contratos de swap cambial (equivalente à venda de dólares no mercado futuro), em um total de US$ 496,1 milhões, dentro da programação de intervenções diárias, favoreceu o viés de baixa. Porém, a moeda acabou migrando para o território positivo, em meio à alta do dólar no exterior e à cautela antes do leilão de Libra.

Profissionais do mercado afirmavam que o leilão já havia sido, em grande parte, precificado no dólar, em função da perspectiva de entrada de recursos no País no futuro. Se o leilão surpreendesse, porém, poderiam ocorrer ajustes no câmbio. Mas o resultado ficou dentro do esperado. O consórcio formado por Petrobrás, as chinesas CNOOC e CNPC, a francesa Total e anglo-holandesa Shell arrematou a área de Libra, com uma proposta de pagamento de 41,65% do lucro em óleo para a União, exatamente em linha com o porcentual mínimo de 41,65% exigido no edital. O edital já estabelecia antecipadamente que o consórcio vencedor pagaria R$ 15 bilhões de bônus de assinatura - cerca de US$ 6,9 bilhões, considerando a taxa Ptax de hoje.

Após o anúncio do resultado, o dólar chegou a oscilar em baixa em alguns momentos, mas voltou a subir logo depois. "O dólar deu uma caída na hora, porque haviam puxado um pouco antes, com alguma especulação. Mas o mercado estabilizou depois, com o pessoal esperando a questão da rolagem", comentou profissional da mesa de câmbio de um banco.

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