Dólar sobe 0,19% na abertura, cotado a R$ 2,154

O dólar abriu em alta de 0,19% no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), negociado a R$ 2,154 nos contratos de liquidação à vista. No mercado interbancário, não havia registro de negócios com dólar comercial até as 9h25, que ontem encerrou cotado a R$ 2,15. O conjunto de dados sobre os estoques semanais de petróleo e derivados nos Estados Unidos está no destaque dos mercado hoje. A divulgação dos números ocorrerá às 13h30 (de Brasília) e o mercado doméstico de câmbio operará de olho no comportamento dos preços da commodity no exterior e na reação das bolsas a esse movimento. Apesar de já ter havido ajuste de queda no preço do barril de petróleo ontem, em parte por causa de estimativas de alta nos estoques norte-americanos, a commodity dava seqüência a baixas de preço esta manhã nos pregões eletrônicos em Nova York e Londres. Isso continua afetando as ações de empresas petrolíferas em todo o mundo. Além disso, os fundos de hedge, que se movimentam para cobrir perda com o petróleo e outras commodities, também prejudicam, de forma generalizada, os mercados acionários. As bolsas asiáticas tiveram um pregão de desvalorização generalizada hoje. Na Europa, com os negócios em curso, os índices também estão no campo negativo (às 9h17, a Bolsa de Londres caía 0,58% e a de Frankfurt cedia 0,77%). Internamente, o destaque é político. O PMDB expressou sua preferência pelo deputado Arlindo Chinaglia (PT) para a presidência da Câmara. O assunto merece registro porque tem importância, mas não move mercados. Na economia ressalta-se a inflação de dezembro medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), que ficou em 0,26%, perto do piso das estimativas dos economistas (esperavam um resultado entre 0,25% e 0,40%). Os investidores vão acompanhar também o comportamento do mercado venezuelano e as conseqüências do anúncio de nacionalização do setor elétrico e de telecomunicações feito pelo presidente Hugo Chávez.

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