Dólar sobe 0,25% e fecha a R$ 2,393

Revisão de meta para produção industrial da China influenciou o mercado

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

18 de fevereiro de 2014 | 17h09

SÃO PAULO - O dólar terminou esta terça-feira, 18, em alta ante o real, após a China revisar sua meta para o crescimento da produção industrial. Em avanço de 0,25%, fechou cotado a R$ 2,393. O avanço da moeda americana ocorreu mesmo com os comentários do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, para a imprensa internacional, reafirmando a disposição da instituição em utilizar as reservas cambiais.

Em entrevista à imprensa estrangeira, Tombini afirmou que o ciclo de aperto monetário iniciado em abril do ano passado já está mostrando alguns resultados, visto que a inflação em 12 meses diminuiu cerca de um ponto porcentual, para 5,6%, e voltará para a meta de 4,5% "nos próximos trimestres". Ele disse também que o BC vai fazer o que for preciso para levar a inflação para baixo e manter o mercado de câmbio sob controle. Segundo Tombini, não há necessidade de usar as reservas no mercado de câmbio no momento para conter a desvalorização do real, mas se for preciso elas podem ser acionadas no futuro.

Mais cedo, o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação chinês reduziu a meta em 2014 para 9,5%, de 10% em 2013. O corte impactou negativamente as divisas emergentes, entre elas o real, já que a China é um grande consumidor de commodities.

No mercado futuro, o dólar para março oscilou à tarde muito próximo da estabilidade, alternando leves altas e baixas. Como ontem, após o fechamento dos negócios no mercado de balcão, a moeda americana para março se fortaleceu um pouco, hoje ela se ajustou, considerando a arbitragem que existe entre o segmento à vista e o futuro. Assim, às 16h30, a moeda para março subia 0,06%, para R$ 2,4005. O movimento com o dólar para março era de cerca de US$ 12 bilhões.

No exterior, o dólar operava em alta diante do iene e da maioria das moedas emergentes , apesar dos indicadores fracos divulgados hoje sobre a economia dos EUA e do declínio dos juros dos Treasuries. O movimento é provocado por fatores específicos em outros países, como a expansão do programa de empréstimos do Banco do Japão (BoJ), a manutenção dos juros pelo Banco Central da Turquia e as tensões políticas e sociais em locais como Ucrânia e Tailândia. Às 16h30 (de Brasília), o dólar subia para 102,38 ienes (+0,40%) ienes e para 2,1798 liras (0,17%).

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