Dólar sobe 0,5% na abertura do dia e vale R$ 2,143

O dólar abriu em alta no mercado de câmbio doméstico, negociado a R$ 2,143 (+0,52%) na primeira operação registrada hoje no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). A valorização estaria sendo motivada pelo preço do petróleo no mercado internacional, que voltou a subir, e também à alta dos juros dos títulos do Tesouro norte-americano. Segundo um especialista de câmbio consultado pela Agência Estado, um repique do dólar se justificaria porque o movimento de desvalorização em relação ao real nos últimos dias foi muito forte. ?O cenário melhorou, mas não totalmente. Acho que as quedas foram exageradas?, avaliou ele, ao lembrar da turbulência no cenário político com a troca de ministro da Fazenda, na semana passada. ?É fato que a substituição foi rápida e o governo deu garantias de que a política econômica não muda, mas também é certo que a equipe hoje está mais fraca. O novo ministro (Guido Mantega) vai seguir a receita do Palocci (ex-ministro Antonio Palocci), mas não é o Palocci?, afirmou. O Banco Central também anunciou esta manhã algumas trocas em suas diretorias. O economista Paulo Vieira da Cunha assumirá a vaga de Alexandre Schwartsman na Diretoria de Assuntos Internacionais. Alexandre Tombini, hoje responsável pela área de Pesquisa Econômica, vai para o lugar de Sérgio Darcy na área de Normas. No lugar de Tombini, Mário Mesquita, hoje no ABN Amro. Darcy, por sua vez, vai para o conselho de administração da Centrus, o fundo de pensão dos funcionários do BC. Se o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC mantiver o ritmo de reduções modestas da taxa Selic (juro básico da economia), dará mais tempo para investidores estrangeiros praticarem a "arbitragem" com os juros. Ou seja, eles continuarão a internalizar dinheiro para aproveitar as elevadas taxas de juros praticadas no Brasil. E isso significa mais dólares na economia. Diante deste cenário, crescem as expectativas sobre a adoção de algum mecanismo pelo governo para conter a queda do dólar, que muito em breve deve testar novamente o piso de R$ 2,10.

Agencia Estado,

06 Abril 2006 | 09h22

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