Dólar sobe 0,66%, a R$ 2,305, atento ao cenário externo

O dólar negociado no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) abriu em alta de 0,66%, a R$ 2,305, com os mercados externos voltando a mostrar tensão esta terça-feira pós feriados ontem nos Estados Unidos e no Reino Unido. Os motivos não são novidade: temor de alta nas taxas de juros dos países desenvolvidos, a saída do secretário do Tesouro dos EUA, John Snow, apreensões com a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Mercado Aberto (FOMC) do Fed (o Banco Central dos EUA) e dos indicadores econômicos norte-americanos. E isso pode interromper a tranqüilidade com que operou na segunda-feira o mercado brasileiro, ainda mais que se está às vésperas do vencimento dos contratos futuros de dólar junho, que ocorre na quinta-feira. A liquidação é feita pela ptax (média das cotações do dólar apurada pelo Banco Central) de amanhã. O nervosismo como um todo tende a alimentar a aversão a risco. E países emergentes são penalizados, com os investidores internacionais preferindo vender seus ativos. É o que tem ocorrido nas ultimas semanas. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), por exemplo, continuou registrando saldo negativo de estrangeiros, mesmo nos dias em que houve alívio. E ainda há a venda de títulos da dívida interna. Ao se desfazerem desses ativos, os estrangeiros pressionam o real para baixo, mesmo com a tendência internacional de desvalorização do dólar.

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