PAULO VITOR/ESTADÃO
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Dólar sobe 1,19% com receios sobre a China e queda do petróleo

Fraqueza do setor industrial chinês e a queda preço do petróleo em Londres e Nova York influenciaram alta na moeda americana, que fechou cotada a R$ 3,4930; na semana, dólar registra leve alta de 0,23% e, no mês, acumula ganho de 2,22% ante o real

Fabrício de Castro, O Estado de S. Paulo

21 de agosto de 2015 | 16h43

A fraqueza do setor industrial chinês e a queda do petróleo em Londres e Nova York espalharam o pessimismo ao redor do mundo nesta sexta-feira. Investidores venderam moedas de países emergentes e exportadores de commodities, como o real, e foram em busca da segurança do dólar. Isso fez a moeda americana fechar em alta no Brasil, de 1,19% no balcão, aos R$ 3,4930. Na semana, dólar registrou leve alta de 0,23% e, no mês, acumula ganho de 2,22% ante o real. No ano, elevação é de 31,56%. 

Na mínima da sessão de hoje, vista às 9h06, o dólar marcou R$ 3,4620 (+0,29%) e, na máxima, às 12h52, atingiu R$ 3,5020 (+1,45%). A moeda para setembro, que fecha apenas às 18 horas, subia há pouco 1,08%, aos R$ 3,5060.  

Desde o início do dia, a tendência de alta para o dólar ao redor do mundo era clara - pelo menos em relação às moedas de países exportadores de commodities. Isso porque o índice de atividade dos gerentes de compras da indústria chinesa (PMI) preliminar recuou para 47,1 em agosto, de 47,8 em julho. A medição, feita pela Caixin Media (antes HSBC), significa retração da atividade na indústria.

O número por si só já sugeria pressão sobre as moedas de países exportadores de commodities, como o real e o peso chileno na América Latina, por exemplo. Mas a desaceleração da economia chinesa também alimentou o recuo do petróleo no mercado internacional, atingindo outras divisas, como o rublo russo. 

Assim, a busca pela segurança no dólar fez a moeda cair também no Brasil, sendo que o noticiário interno garantia um suporte a mais. O diretor-geral da agência de classificação de risco Fitch, Rafael Guedes, afirmou hoje no Brasil que as recentes revisões das metais fiscais colocam ainda mais pressão no rating brasileiro. Além disso, profissionais do mercado demonstravam certa cautela com notícias de que o vice-presidente Michel Temer pode sair do comando da articulação política do governo. 

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