Dólar sobe 1,34% e se aproxima de R$ 2,35

Moeda norte-americana fechou na máxima do dia e já acumula alta de quase 20% em um ano

Álvaro Campos, da Agência Estado,

07 de março de 2014 | 16h56

O dólar fechou em alta nesta sexta-feira, 7, impulsionado pelos dados melhores do que o esperado sobre o mercado de trabalho nos EUA, que devem fazer com que o Federal Reserve mantenha sua trajetória de redução dos estímulos monetários. Além disso, investidores correram para a moeda norte-americana em busca de proteção antes do fim de semana, em função dos receios de um possível ataque da Rússia à Ucrânia.

Além do payroll, o dólar também subiu em meio a relatos de saídas de recursos do País - embora não em volumes expressivos. O dólar à vista no balcão terminou o dia cotado na máxima de R$ 2,3490, com uma alta de 1,34% - maior alta em único dia desde 2 de janeiro. Em um ano, a moeda já acumula valorização de quase 20%.

A economia dos EUA criou 175 mil empregos em fevereiro, acima da previsão de economistas consultados pela Dow Jones, que esperavam 152 mil novos postos de trabalho. O dado de janeiro foi revisado para cima, para 129 mil, da leitura inicial de 113 mil, enquanto a criação de empregos em dezembro subiu para 84 mil, de 75 mil. Ao mesmo tempo, a taxa de desemprego subiu para 6,7% em fevereiro, quando a expectativa era de queda para 6,5%, após a marca de 6,6% em janeiro.

"Houve um ajuste geral nos mercados após o payroll, mas esta semana foi mais curta e só na próxima é que nós vamos ver como as coisas vão ficar mesmo. O fato é que o dólar deve oscilar entre R$ 2,30 e R$ 2,35, mesmo com a redução dos estímulos nos EUA", comenta Luiz Carlos Baldan, diretor da Fourtrade Corretora.

Um operador de uma corretora acrescentou que parte dos ganhos do dólar também responde à piora dos resultados da balança comercial, mesmo com o início dos embarques da safra agrícola no mês passado. O déficit da balança comercial em fevereiro foi de US$ 2,125 bilhões, o pior resultado para o mês de toda a série histórica, iniciada em 1994. No acumulado do primeiro bimestre de 2014, o saldo ficou negativo em US$ 6,183 bilhões, também o pior resultado para um primeiro bimestre da série.

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