Dólar sobe 1,57%, com expectativa por leilão de compra

O dólar renovou esta tarde as cotações máximas do dia, pressionado pelo cenário externo ruim e pela expectativa com o leilão de compra da moeda pelo Banco Central. Segundo um operador, além da queda das Bolsas e alta dos juros dos títulos do Tesouro em Nova York, as tesourarias de bancos teriam atuado para sustentar o dólar visando a venda posterior ao BC no leilão. No entanto, segundo essa fonte, o BC pode ter percebido essa intenção e, por isso, não teria anunciado ainda um leilão de compra esperando eventualmente a desaceleração da alta do dólar. Mas como o ambiente externo está tenso e há muita incerteza sobre os dados do relatório de emprego (payroll) de junho, que serão divulgados na sexta-feira, também não se descarta a ausência do BC na compra hoje. Por volta de 15h40, o dólar negociado à vista chegou à cotação máxima do dia até então, de R$ 2,201 (+1,52%) no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). No mercado interbancário, o dólar comercial também atingiu a máxima por volta do mesmo horário, cotado a R$ 2,203 (+1,57%). Na Bovespa, o Ibovespa caía 1,64%, para 36.753 pontos. E no mercado de juros futuros da BM&F, o contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2008 - o mais negociado - projetava taxa de 15,09% ao ano ante 14,90% do fechamento de ontem.

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