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Dólar sobe 2,5% e fecha cotado a R$ 3,08

Moeda americana operou o dia todo com valorização, seguindo a tendência de alta no exterior e também influenciada pela notícia de que o BC vai reduzir suas operações de swap cambial

Denise Abarca, O Estado de S. Paulo

04 Maio 2015 | 09h52

Atualizada às 16h45

O dólar iniciou maio em trajetória ascendente, determinada por fatores externos e locais. A moeda norte-americana deixou para trás a marca de R$ 3, para fechar cotada em R$ 3,0870 no segmento à vista de balcão, em alta de 2,56%, mas com um volume fraquíssimo, de US$ 203 milhões perto das 16h30. 

A moeda passou o dia todo em alta, alinhada à tendência vista no exterior e também em reação à decisão do Banco Central de reduzir o volume de rolagem de contratos de swap cambiais que vencem em junho. As máximas foram renovadas no período da tarde, mesmo com a divulgação de números da balança comercial de abril melhores do que o esperado. No maior patamar da sessão, o dólar à vista atingiu R$ 3,0940 (+2,79%), pouco depois das 15 horas. A mínima, perto das 10h30, foi de R$ 3,0590 (+1,63%).

Lá fora, o dólar ganhou força após a divulgação do PMI Industrial da China, apurado pelo HSBC, sobretudo ante as divisas de países emergentes. O índice dos gerentes de compras recuou de 49,6 em março para 48,9 em abril, se distanciando ainda mais da marca de 50, que marca o limite entre contração e avanço da atividade. Além disso, os analistas estão cautelosos com a agenda da semana, que tem como destaque a divulgação do relatório de emprego nos EUA na sexta-feira.

No Brasil, a forma como o Banco Central deverá conduzir as rolagens de contratos de swap cambial que vencem em junho ao longo deste mês também afetou os negócios. O BC informou, na noite de quinta-feira, que realizaria hoje leilão de até 8,1 mil contratos. Mantido esse ritmo ao longo do mês, o BC rolará US$ 7,695 bilhões em maio, deixando US$ 1,961 bilhão de fora, ou seja, a rolagem será de 80% do estoque do mês. Em abril, as rolagens diárias eram de até 10,6 mil contratos.

Segundo operadores, também forneceu suporte ao dólar ante o real o ceticismo do mercado sobre a aprovação das medidas fiscais no Congresso, após novos sinais de atritos entre o presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e de alterações feitas aos projetos originais idealizados pela Fazenda durante as negociações no Legislativo.

Com isso, o mercado ignorou dados positivos da balança. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, em abril houve superávit de US$ 491 milhões, acima do teto das expectativas, que apontavam desde um déficit comercial de US$ 300 milhões a um superávit de US$ 253 milhões, com mediana positiva de US$ 50 milhões.

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