Dólar sobe a R$ 2,172 com alta do juro nos EUA

A elevação das taxas de juros dos títulos do Tesouro norte-americano, que ontem foi a principal responsável pela valorização do dólar ante o real, continua firme hoje. Às 9 horas, o juro da T-Note, de 10 anos estava acima de 4,77%. Isso leva os investidores a abrir as negociações no mercado de câmbio esta manhã com forte alta do dólar, que teve a primeira operação fechada no pregão à vista da BM&F a R$ 2,172 (+1,54%). A correção dos juros dos EUA, que reflete ajuste técnico e resposta dos investidores aos movimentos das taxas da Europa e Japão, afeta as perspectivas para o fluxo de recursos internacionais e, em conseqüência, para as entradas de dinheiro estrangeiro nos países emergentes. Ainda assim, no que se refere a Brasil, os analistas não falam numa inversão capaz de provocar a fuga de capitais. A melhora de fundamentos econômicos do País e o comportamento do comércio exterior sustenta as estimativas positivas para o fluxo cambial do ano. Mas como o ajuste para cima dos juros dos EUA ocorre junto com o movimento oposto na política monetária nacional, é possível que a cotação do dólar mantenha a correção de alta por mais tempo. Além dos juros dos EUA, outras variáveis internacionais pressionam o dólar para cima na abertura de hoje. Os índices futuros das Bolsas norte-americanas mostravam recuo. Os principais mercados europeus também operavam no negativo. Os mercados asiáticos registraram perdas nesta terça-feira. O barril de petróleo registrava valorização em Londres e Nova York. De outro lado, o mercado de câmbio monitora as variáveis positivas internas. Além das constantes confirmações de queda da inflação, há as perspectivas para o fluxo de recursos. Ontem os exportadores atuaram fortemente pela manhã e há operações financeiras em curso. Além disso, o BC não comprou dólares no mercado à vista ontem, deixando o mercado líquido.

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