Dólar sobe a R$ 2,19 com expectativa de leilão do BC

O cenário externo mostra-se indefinido com o comportamento dos mercados europeus, onde as bolsas se valorizam, opondo-se aos sinais que chegam de Nova York, onde os índices futuros do Nasdaq e do Dow Jones registram pequena queda e as taxas de juros dos títulos do Tesouro americano sobem. O petróleo também opera em alta no mercado futuro eletrônico de Nova York e Londres. Como o mercado interno tende a seguir mais de perto os passos norte-americanos e aposta na continuidade das intervenções do Banco Central brasileiro no mercado de câmbio à vista, o dólar iniciou o dia com pequena alta no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros. O primeiro negócio foi fechado à taxa de R$ 2,19, valorização de 0,27% em relação a ontem. Mas a definição deve vir depois da divulgação dos indicadores norte-americanos previstos para hoje. Às 9h30, o Departamento de Comércio doa EUA anuncia o resultado de maio da balança comercial. A mediana das previsões dos economistas é um déficit comercial de US$ 65,3 bilhões em maio. Às 11h30, o American Petroleum Institute (API) e o Departamento de Energia (DoE) divulgam suas estimativas sobre o nível dos estoques norte-americanos de petróleo bruto e derivados na semana até 7 de julho. A partir das 11h30 (Brasília), o Senado norte-americano realiza audiência para confirmação da nomeação de Frederic Mishkin para a diretoria do Federal Reserve (banco central dos EUA). Se esses dados mexerem significativamente com os ativos internacionais, haverá repercussão no mercado doméstico de câmbio, ou acentuando a alta da abertura, ou revertendo o sinal. Caso contrário, o mercado deve manter a alta moderada dos primeiros negócios, monitorando o fluxo de recursos, que deve ser positivo, e segurando os dólares à espera de repassá-los ao BC em leilão de compra. Na agenda interna, o destaque deve ser o secretário do Tesouro Nacional, Carlos Kawall, que comparece à Comissão Mista de Orçamento, no Congresso, para apresentar o relatório de avaliação da meta fiscal do primeiro quadrimestre de 2006. A questão fiscal é uma das mais acompanhadas pelo mercado hoje.

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