Dólar sobe a R$ 2,22 na abertura do pregão na BM&F

Embora o preço do petróleo esteja em queda em relação ao fechamento da sexta-feira passada, o agravamento dos conflitos entre Israel e Líbano durante o final de semana e o temor de que eles se alastrem por outros países do Oriente Médio afetam o desempenho dos ativos internacionais e devem imprimir uma dose de cautela no mercado doméstico. As bolsas européias operam em baixa e são acompanhadas nessa direção pelos índices futuros do mercado acionário norte-americano. O dólar registrava alta ante o iene e o euro. O primeiro negócio no câmbio à vista fechado esta manhã na Bolsa de Mercadorias & Futuros foi com o dólar a R$ 2,22, o que representa alta de 0,23% em relação ao fechamento de sexta-feira. A escalada do petróleo está alimentando os temores de aumento da inflação nos países desenvolvidos. Isso eleva as apostas em aumento dos juros nos EUA, Europa e Japão e afeta negativamente as perspectivas de crescimento global. Os mais prejudicados são os países emergentes, que tendem a perder espaço na disputa pelos fluxos de recursos mundiais, além de verem encolher o mercado externo para as suas commodities. Ainda assim, o Brasil tem se segurado firme em meio a esse cenário e hoje não deve ser muito diferente, já que os bons fundamentos do País continuam e são eles que sustentam esse comportamento. Esta manhã, por exemplo, foi divulgado mais um índice semanal de preços (IPC-S, medido pela Fundação Getúlio Vargas), que mostrou deflação de 0,13% na semana até o dia 15. No mercado de câmbio, a solidez que têm mostrado os fundamentos do País traduzem-se na continuidade de entradas de recursos e, portanto, em valorização do real. Mesmo com o cenário externo conturbado, as empresas brasileiras têm conseguido recursos lá fora tanto por meio de suas exportações, quanto em captações financeiras. Na sexta-feira, o saldo foi positivo tanto pelo segmento comercial quanto pelo financeiro e, mesmo com leilão de compra do BC, o dólar caiu.

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