Dólar sobe a R$ 2,263 na abertura do pregão na BM&F

A trégua vista nos mercados na manhã de ontem não durou até o fim do dia. Depois de terem absorvido a aposta de que a taxa de juros dos EUA será elevada em 0,25 ponto porcentual na reunião do Federal Reserve (banco central americano) na semana que vem, os investidores internacionais passaram a mirar o encontro de agosto, temendo que novo aumento do juro seja necessário para combater a inflação naquele país, e retomaram a volatilidade nos preços dos ativos. Essas apreensões, que não se faziam sentir na Europa na manhã de ontem, ganharam fôlego nos EUA e assim, no mercado doméstico, o impacto teve início à tarde e se intensificou no final do dia. Uma mostra clara disso é a diferença entre as cotações de fechamento do dólar à vista no pregão da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), de R$ 2,249, e no mercado interbancário, de R$ 2,253. A diferença é de somente meia hora entre o fechamento da BM&F, às 16h, e do comercial entre os bancos, por volta das 16h30. O acerto da diferença está sendo feito agora na abertura dos negócios. O primeiro negócio fechado hoje no pregão viva-voz da BM&F foi com o dólar a R$ 2,263, alta de 0,62%. As bolsas européias também estão menos otimistas esta manhã e operavam em baixa. Nos EUA, o índice futuro da Bolsa de Valores de Nova York (o pregão regular começa às 10h30) opera de lado, mas a Nasdaq mostrava queda. As taxas de juros dos títulos do Tesouro americano apresentavam recuo. Além disso, a agenda norte-americana de hoje merece mais atenção. Às 9h30, o Departamento do Comércio dos EUA divulga o número de construções de imóveis residenciais iniciadas em maio. A previsão é de alta de 1,7%. Às 9h55, sai o relatório semanal LJR Redbook, com o desempenho do comércio varejista na semana até 17 de junho. Habitualmente, nenhum desses indicadores merece maior destaque, mas no contexto atual de incertezas eles não são desprezíveis. Principalmente depois de ontem, quando outro dado relativo ao mercado imobiliário, de menor importância, teve poder de mexer com o mercado. Outra notícia de hoje pesa a favor da cautela dos mercados. Depois de uma onda de elevações de juros na semana retrasada, que pegou a Turquia, a África do Sul, a Dinamarca, a Índia, a Coréia do Sul e a Tailândia, hoje foi a vez da Suécia também subir sua taxa.

Agencia Estado,

20 de junho de 2006 | 09h24

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