Dólar sobe a R$ 2,29 pressionado pelo cenário externo

O dólar à vista acentuou a alta, pressionado pelo tombo das bolsas de valores em Nova York e São Paulo, a queda dos juros dos títulos do Tesouro dos EUA (que reflete a busca de proteção pelos investidores) e a disparada do dólar ante as principais moedas fortes do mundo. Os ativos oscilam fortemente após a série de aumentos nas taxas de juros pelo Banco Central Europeu e os bancos centrais da Índia, África do Sul e Coréia do Sul como ações de combate às pressões inflacionárias, disse um operador. Às 13h11, o dólar comercial era negociado a R$ 2,29 no mercado à vista, na máxima do dia até agora, com valorização de 2,23% em relação à taxa de ontem. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar também estava cotado a R$ 2,29, na máxima. Na Bolsa de Valores de São Paulo, o índice Ibovespa à vista registrava sucessivas mínimas, perdendo 2,56% (34.360 pontos) no ponto mais baixo até este horário. No mercado de juros futuros da BM&F, o DI de janeiro de 2008 subia a 15,87%, de 15,79% ontem. Em Nova York, o índice Dow Jones caía 1,55% e o Nasdaq, -2,38%. Por volta das 11h30, o dólar chegou ao nível mais elevado em um mês ante o euro e a libra esterlina, mas os analistas ponderavam que os efeitos poderiam ser temporários. O euro vale US$ 1,664, queda de 1% no dia. O dólar subia 0,71%, para 114,18 ienes.

Agencia Estado,

08 de junho de 2006 | 13h16

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