Dólar sobe a R$ 3,05 após dados de inflação nos Estados Unidos

Incertezas sobre o momento em que o Federal Reserve irá subir as taxas de juros movimentam negócios; bolsa opera em baixa

Renata Pedini, O Estado de S. Paulo

17 Abril 2015 | 11h37

SÃO PAULO - O dólar à vista no balcão mostrou volatilidade na primeira meia hora de negócios desta sexta-feira, 17, e depois passou a subir, sustentado pelo fortalecimento da moeda americana no exterior após o núcleo da inflação ao consumidor nos Estados Unidos vir acima do esperado em março. Também contribuem para o avanço dados locais, incluindo inflação e emprego industrial. 

Às 11h44, o dólar à vista no balcão subia 1,43%, cotado a R$ 3,0530, depois de abrir em alta de 0,17%, a R$ 3,0150.

Nos Estados Unidos, o núcleo do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) avançou 0,2% em março ante fevereiro, acima da expectativa, de +0,1%. Já o resultado cheio desse indicador subiu 0,2%, abaixo do 0,3% estimado. No pano de fundo, estão as incertezas sobre a recuperação da economia norte-americana e sobre o momento em que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, começará a elevar os juros básicos no país. 

Internamente, a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) ficou em 1,07% em abril, o que representa desaceleração ante a taxa de 1,24% em março. Mas o resultado superou a mediana das estimativas, de 1,02%, encontrada com base nas previsões de 0,72% a 1,28% coletadas em pesquisa AE Projeções, serviço da Agência Estado. O emprego na indústria recuou 0,5% na passagem de janeiro para fevereiro, na série livre de influências sazonais. 

Bolsa. A Bovespa operava em baixa, contaminada pelo pessimismo generalizado nas bolsas europeias e de Nova York devido à falta de avanço nas negociações entre a Grécia e os credores internacionais, que aumenta o risco de calote. Entre as ações, Petrobrás tem recuo de mais de 2%, em resposta à queda na produção em março.

O Ibovespa caía 0,72%, aos 54.241 pontos. Na máxima, mostrou estabilidade, aos 54.672 pontos e na mínima chegou a 53.896 pontos.

Na contramão do índice, Petrobras tinha altas de 1,70% e 2,12% nas ações PN e ON. O mercado aguarda a divulgação do balanço auditado do terceiro trimestre na volta do feriado de Tiradentes (dia 22). A companhia confirmou que deve divulgar na próxima quarta-feira os números do período e do ano fechado de 2014, mas fez questão de desqualificar qualquer projeção para as baixas contábeis que devem ser adotadas em função das casos de corrupção revelados pela Operação Lava Jato.

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