Dólar sobe ante principais moedas por dados de emprego

O dólar avançou nesta sexta-feira, 7, ante seus principais rivais, após o relatório de maio do governo dos Estados Unidos sobre o mercado de trabalho (payroll) superar as expectativas dos analistas em maio, o que sugere força na recuperação da economia norte-americana e também uma maior probabilidade de o Federal Reserve (Fede, banco central dos EUA) começar a reduzir suas ações de estímulo este ano.

Agencia Estado

07 de junho de 2013 | 18h57

No fim da tarde em Nova York, o dólar subia para 97,59 ienes, de 96,96 ienes na véspera, enquanto o euro era negociado a 128,90 ienes, de 128,54 ienes. Ante o dólar, a moeda comum europeia caía para US$ 1,3213, de US$ 1,3246. A libra esterlina recuava para US$ 1,5550, de US$ 1,5598. O dólar avançava para 0,9362 franco suíço, de 0,9294 franco suíço. O índice Wall Street Journal Dollar Index, que pesa a moeda norte-americana ante uma cesta de sete principais rivais, tinha alta para 73,585 pontos, de 73,325 pontos.

Foram criadas 175 mil vagas nos EUA no mês passado, acima das expectativas dos analistas, de 169 mil. Apesar da criação de vagas ter ficado acima do esperado em maio, os dados de abril e março foram revisados, resultando em 12 mil postos a menos nos dois meses. Além disso, a taxa de desemprego subiu de 7,5% para 7,6%.

Mesmo com o payroll positivo, analistas dizem que a alta do dólar pode ser apenas temporária, em meio às discussões sobre uma possível redução nas compras de bônus promovidas pelo Fed. "Os dados foram bons, não ótimos, e isso mantém a discussão sobre um corte nas compras de bônus em vigor, mas não dá a clareza que as pessoas estavam esperando", disse Brian Kim, estrategista de câmbio do RBS Securities.

"Há muita incertezas sobre os estímulos do Fed no momento para que possamos voltar para àquela tendência de alta do dólar. Será um verão (no Hemisfério Norte) volátil, e os dados começarão a ganhar mais importância", avaliou Daniel Brehon, analista do Deutsche Bank.

Na véspera, o dólar havia tocado o menor nível desde abril ante o iene e o patamar mais baixo desde fevereiro em relação ao euro, em meio a um volume recorde de negociações no mercado de câmbio, de US$ 4 trilhões. Fonte: Dow Jones Newswires.

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