Dólar sobe ante rivais com dados positivos e Fed

O dólar avançou nesta sexta-feira ante os principais rivais, beneficiado pelos indicadores positivos divulgados e também pelas projeções de redução nos estímulos do Federal Reserve (Fed). No fim da tarde em Nova York, o euro caía para US$ 1,3003, de US$ 1,3049 no fim da tarde desta quinta-feira, 31. O dólar recuava para 100,48 ienes, de 100,72 ienes; enquanto o euro tinha queda para 130,46 ienes, de 131,44 ienes nesta quinta-feira. A libra esterlina recuava para US$ 1,5199, de US$ 1,5230. O dólar avançava para 0,9557 franco suíço, de 0,9532 franco suíço. O índice Wall Street Journal Dollar Index, que pesa a moeda norte-americana ante uma cesta de rivais, subia para 74,964 pontos, de 74,837 pontos.

AE, Agencia Estado

31 de maio de 2013 | 19h21

Segundo Jens Nordvig, diretor global de moedas do G-10 da Nomura, a divisa norte-americana pode estar saindo de uma tendência de queda que durou uma década. "Nós estamos acostumados a ver o dólar subir temporariamente em momentos de pânico. Agora, nós estamos observando a moeda se valorizar em função de dados positivos sobre os EUA", comenta ele.

O Instituto para Gestão de Oferta (ISM, na sigla em inglês) divulgou nesta sexta-feira que o índice de atividade dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial de Chicago saltou para 58,7 em maio, o maior nível em 14 meses. Já o sentimento do consumidor, medido pela Reuters/Universidade de Michigan, subiu para 84,5 em maio, o patamar mais elevado desde 2007. Esses dados, apesar de positivos, podem reforçar o caso para a redução dos estímulos do Fed.

Entre outros indicadores, os gastos com consumo nos EUA caíram 0,2% em abril, a primeira queda em um ano e maior do que a projeção de retração de 0,1% esperada por analistas. A renda das famílias ficou estável, ante expectativa de um aumento de 0,1%. Na zona do euro, a taxa de desemprego atingiu o recorde de 12,2% em abril e a inflação anual ao consumidor do bloco ficou em 1,4% em maio, bem abaixo da meta de quase 2% do Banco Central Europeu (BCE), segundo a Eurostat, a agência oficial de estatísticas da União Europeia.

Dados divulgados nesta sexta pela Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês) mostram que as apostas de alta do dólar atingiram esta semana o maior nível desde 2007. Na próxima semana, acontecem reuniões de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) e Banco da Reserva da Austrália. As informações são da Dow Jones.

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