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Dólar sobe após Fed elevar projeções econômicas

O dólar subiu nesta quarta-feira, 19, ante seus principais rivais, após o presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, estabelecer um cronograma para o fim dos estímulos fornecidos pelo banco central norte-americano, que equivalem à impressão de dinheiro e assim enfraquecem a moeda local.

Agencia Estado

19 de junho de 2013 | 19h20

No fim da tarde em Nova York, o euro caía para US$ 1,3296, de US$ 1,3393 no fim da tarde da véspera. O dólar avançava para 96,47 ienes, de 95,31 ienes; enquanto a moeda comum europeia subia para 128,12 ienes, de 127,72 ienes. A libra esterlina recuava para US$ 1,5481, de US$ 1,5645. O dólar tinha alta para 0,9284 franco suíço, de 0,9201 franco suíço. O índice Wall Street Journal Dollar Index, que pesa a moeda norte-americana ante uma cesta de rivais, avançava para 73,394 pontos, de 72,679.

Embora não tenha cravado uma data específica, Bernanke disse que o Fed acredita que poderá começar a reduzir suas compras mensais de bônus este ano (ainda faltam quatro reuniões do comitê), dando continuidade a esse movimento ao longo do primeiro semestre de 2014. A previsão é que as compras terminem totalmente em meados do ano que vem. Entretanto, isso depende da concretização das atuais projeções do banco central para a economia dos EUA. Se for preciso, as reduções nos estímulos podem ser adiadas e, em caso de necessidade, as aquisições seriam elevadas novamente.

O Fed também atualizou suas projeções para a economia dos EUA e agora estima um crescimento de 2,3% a 2,6% no Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, seguido de uma expansão de 3,0% a 3,5% em 2014. A perspectiva para o desemprego este ano foi revista para a faixa de 7,2% a 7,3%, caindo para o intervalo entre 6,5% e 6,8% em 2014. No caso da inflação, as expectativas foram rebaixadas para entre 0,8% e 1,2% este ano, e entre 1,4% e 2,0% no próximo.

"Parece que o Fed certamente está se aproximando de uma redução nas compras de ativos. Se a economia dos EUA está melhorando, isso significa menos acomodação monetária e yields maiores, o que é positivo para o dólar", comenta Vassili Serebriakov, estrategista de câmbio do BNP Paribas.

"A melhora no tom do comunicado do Fed, o tom genericamente positivo do discurso de Bernanke e a elevação nas projeções para o mercado de trabalho sugerem que a redução nas compras de bônus é completamente possível", acrescenta Omer Esiner, analista-chefe de mercado da Commonwealth Foreign Exchange. Fonte: Dow Jones Newswires.

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