Dólar sobe após FED não esclarecer sobre estímulos

O dólar subiu em relação a outras moedas importantes nesta quarta-feira, 21, ajudado pela ata da reunião de política monetária de julho do Federal Reserve (FED), que mostrou pouca mudança sobre como os membros da instituição veem a economia, levando os investidores a acreditarem que a instituição começará a reduzir seu programa de estímulo nos próximos meses.

Agencia Estado

21 de agosto de 2013 | 18h56

Os membros do FED continuaram divididos sobre quando a redução do programa de compras de ativos de US$ 85 bilhões do banco deverá começar. Mas pouco mudou em relação à mensagem fornecida na reunião da autoridade monetária em junho, quando o presidente da instituição, Ben Bernanke, disse que o programa poderia começar a ser reduzido já em setembro, desde que a recuperação dos EUA continuasse nos trilhos.

No fim da tarde, em Nova York, o euro era negociado a US$ 1,3355, de 1,3417 na terça-feira, 20. O dólar era cotado em 97,62 ienes, de 97,26 ienes na última sessão. O euro operava em 130,36 ienes, de 130,56 ienes. A libra estava em US$ 1,5652, de US$ 1,5668 na véspera. O dólar era negociado em 0,9224 franco suíço, de 0,9173 franco suíço.

O programa de compra de ativos do Fed ajudou a impulsionar a economia americana e também inundou o mercado com dólares, o que pesou no valor da moeda. A redução no programa de estímulo colocará os EUA no caminho para uma política monetária mais apertada, enquanto outros países, como o Japão e a zona do euro, se comprometeram a manter as taxas baixas no futuro previsível para ajudar a retomada de suas economias. A redução da enxurrada de dólares não só ajudaria a elevar o valor do dólar ante outras divisas, mas também enviaria um sinal positivo sobre a recuperação dos EUA, o que daria à moeda americana combustível adicional para atrair dinheiro de fora, disseram analistas.

Os mercados observarão o relatório de empregos no dia 6 de setembro, que fornecerá um cenário mais claro da economia antes da reunião de política monetária do Fed no mesmo mês. Um relatório positivo solidificará claramente a visão de que a redução do estímulo é iminente e impulsionará o dólar. Fonte: Dow Jones Newswires.

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