Dólar sobe com alta de encomendas de bens duráveis nos EUA

Às 11h30, a cotação da moeda americana vendida no balcão subia 0,40%, a R$ 2,2330 

Cristina Canas, Agência Estado

27 de maio de 2014 | 10h08

O dólar abriu em alta nesta terça-feira, 27, após o anúncio de um aumento de 0,8% das novas encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos em abril ante março, bem melhor que a previsão de queda de 0,7%. O resultado de março foi revisado para alta de 3,6% em relação a fevereiro, de um ganho originalmente estimado em 2,9%.

Às 11h30, o dólar à vista no balcão subia 0,40%, a R$ 2,2330. Os participantes do mercado ajustam suas carteiras diante da previsão de que o Banco Central enxugará cerca de US$ 4,5 bilhões do total de aproximadamente US$ 9,6 bilhões em contratos de swap cambial que vencem em 2 de junho. A pressão, no entanto, é limitada já que os acertos vêm ocorrendo há alguns pregões.

Na Europa, ainda pesam positivamente o resultado das eleições do Parlamento e sinais de que estímulos à economia serão adotados pelo Banco Central Europeu (BCE). Nesse sentido, destaque para a fala do presidente da instituição, Mário Draghi, que volta a falar em público nesta terça-feira, no fim da manhã (de Brasília), no encerramento do fórum sobre política monetária organizado pelo BCE em Sintra, em Portugal.

No noticiário doméstico, depois de um atraso na divulgação, devido a problemas técnicos, a FGV anunciou, há pouco, mais uma derrocada na confiança do empresariado. Desta vez, dos setores de construção e comércio. O Índice de Confiança do Comércio (Icom) recuou 4,4% no trimestre de março a maio, na comparação com igual período de 2013, intensificando o resultado negativo em relação a abril, quando a taxa trimestral interanual havia sido de -3,1%. Na construção a queda foi de 8,7%, na mesma base de comparação. Esses dados se juntam às retrações anunciadas na semana passada na confiança do consumidor e da indústria, de 3,3% e de 4,6% em maio ante abril.

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