ADEK BERRY/AFP
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Dólar sobe com comunicado do BC dos EUA e fecha aos R$ 4,09

Moeda avançou 0,88% com decisão da instituição de manter as taxas de juros nos EUA na faixa de 0,25% a 0,50% ao ano

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2016 | 18h03

Após ceder mais de 1% na véspera, o dólar conseguiu se firmar em alta ante o real na tarde desta quarta-feira, 27, e fechar com elevação de 0,88%, aos R$ 4,0981. Fatores técnicos contribuíram para o avanço da moeda americana, assim como os movimentos em torno da decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), de manter a taxa de juros da economia dos EUA na faixa de 0,25% a 0,50% ao ano. 

Pela manhã, estrangeiros seguiram reduzindo posições compradas no mercado futuro, em movimento semelhante ao visto na véspera. De acordo com alguns profissionais, passado o impacto da decisão da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom), que disparou a busca por dólares, em meio à piora da percepção de risco, muitos players diminuíram posições na moeda americana (venderam divisas) ontem e na manhã de hoje. 

A atuação dos estrangeiros, somada a um exterior sem um norte pela manhã, fez o dólar à vista marcar a mínima de R$ 4,0299 (-0,80%) às 10h32. Com a moeda neste patamar, no entanto, começaram a aparecer compradores. 

Dados positivos divulgados nos EUA ampliaram os ganhos do dólar no Brasil no início da tarde e também deram fôlego à moeda americana no exterior - embora, naquele momento, o viés principal lá fora fosse negativo. As vendas de moradias novas subiram 10,8% em dezembro nos EUA, para 544 mil, bem acima da previsão de avanço de 2,4% (502 mil) do mercado.

Durante todo o dia, no entanto, a expectativa em torno da decisão do Fed permeou os negócios. Quando o anúncio saiu, às 17h, o dólar se fortaleceu ante algumas divisas, inclusive o real, em um primeiro momento. Foi quando a divisa à vista marcou a máxima de R$ 4,1031 (+1,00%), às 17h11. Depois, porém, houve certa desaceleração lá fora e aqui dentro também, o que fez a moeda à vista encerrar nos R$ 4,0981. 

Em linhas gerais, a decisão do Fed veio dentro do esperado. A instituição manteve as taxas de juros da economia americana e, ao mesmo tempo, demonstrou preocupação com a economia global. Por outro lado, o Fed não descartou a elevação de juros novamente em março, o que deixa em aberto o próximo encontro de política monetária.

Neste cenário, a Bovespa subia 2,74% há pouco, aos 38.524 pontos. Na renda fixa, nesta sessão estendida, as taxas dos contratos futuros de juros de curto prazo seguem em baixa, enquanto as longas sobem.

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