Dólar sobe com corrida externa para ativos seguros

Receio de que o programa de compra de bônus do Fed possa ser reduzido fez os investidores buscarem a segurança da moeda americana

Fabrício de Castro, da Agência Estado,

09 de maio de 2013 | 17h34

Após oscilar em baixa ante o real durante boa parte da sessão, o dólar passou a subir na tarde desta quinta-feira, 09, em sintonia com o movimento visto no exterior. O receio de que o programa de compra de bônus do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) possa ser reduzido no futuro próximo fez os investidores buscarem a segurança do dólar, que aprofundou os ganhos ante o euro e a divisas com elevada correlação com commodities. Com isso, o dólar à vista encerrou o dia em alta de 0,40% no mercado de balcão, cotado a R$ 2,0130.

Na cotação mínima, às 14h33, o dólar à vista marcou R$ 1,9980 (queda de 0,35% ante o fechamento da véspera). Às 15h57 a moeda já oscilava no território positivo e registrava a máxima de R$ 2,0160 (alta de 0,55%).

Esta mudança de comportamento do dólar no Brasil, ocorrida no meio da tarde, esteve ligada ao exterior. O presidente do Fed da Filadélfia, Charles Plosser, voltou a criticar o programa de US$ 85 bilhões por mês em compras de bônus pelo banco central americano. Além de dizer que os benefícios mais recentes das compras são "magros", ele defendeu que a redução do programa ocorra já na próxima reunião do Fed. Pela manhã, Plosser já havia dito que a transmissão do programa "ao mercado de trabalho tem sido muito duvidosa".

Embora não tenha direito a voto nas decisões de política monetária do Fed, Plosser foi ouvido com atenção pelo mercado, que passou a fugir de ativos com maior risco, como as ações, em direção ao dólar. A moeda americana, que já subia ante o euro mais cedo, ampliou os ganhos. A pressão de alta do dólar também foi verificada na relação com as moedas de países ligados a commodities. "É aversão ao risco. As moedas pioraram (ante o dólar) e o real acabou seguindo o movimento", comentou um operador da mesa de câmbio de um grande banco brasileiro.

Às 16h50, o euro era cotado a US$ 1,3038, ante US$ 1,3150 do fim da tarde de quarta-feira. A moeda americana subia para 100,53 ienes, ante 99,01 ienes da véspera. No mesmo horário, o dólar americano subia 1,05% ante o australiano, avançava 0,48% ante o canadense e tinha alta de 0,53% ante o neozelandês.

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