Dólar sobe com dados positivos nos EUA

O dólar avançou nesta quarta-feira ante o euro e o iene, impulsionado por indicadores melhores do que o esperado nos EUA e com as expectativas com a conferência de Jackson Hole, na sexta-feira.

ÁLVARO CAMPOS, Agencia Estado

29 de agosto de 2012 | 18h41

No fim da tarde em Nova York, o euro estava cotado a US$ 1,2530, de US$ 1,2566 no fim da tarde de ontem. O dólar subia para 78,71 ienes, de 78,50 ienes; e também avançava para 0,9588 franco suíço, de 0,9558 franco suíço. O índice ICE Dollar, que pesa a moeda norte-americana ante uma cesta de seis principais rivais, avançava para 71,04 pontos, de 70,88 pontos.

O Departamento do Comércio divulgou sua revisão para o produto interno bruto (PIB) dos EUA no segundo trimestre, de 1,5% para 1,7%, na comparação com o mesmo período do ano passado. Já a Associação Nacional de Corretores de Imóveis (NAR, na sigla em inglês) informou que seu índice de vendas pendentes de imóveis subiu 2,4% em julho, para 101,7 pontos, o nível mais alto desde abril de 2010. Além disso, o Federal Reserve divulgou hoje seu Livro Bege, no qual afirma que a economia dos EUA cresceu em um ritmo modesto a moderado em julho e no começo de agosto.

Na Europa, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, afirmou em um artigo no semanário alemão Die Zeit que o papel da instituição para garantir a estabilidade dos preços e a política monetária única na zona do euro pode, às vezes, exigir medidas extraordinárias. "É preciso entender que cumprir o nosso mandato às vezes exige que nós avancemos além dos instrumentos de política monetária padrões", afirmou, elevando as expectativas de que o BCE deve anunciar uma medida robusta para combater a crise na sua reunião do dia 6 de setembro.

Alguns investidores estão reduzindo suas projeções para uma terceira rodada de relaxamento quantitativo (QE3, na sigla em inglês), ao assumir posições compradas em dólar. "O mercado está precificando demais a probabilidade de que o Fed não vai se preocupar com a inflação e que haverá clareza sobre o cronograma para o QE3", comenta David Woo, diretor de pesquisa com câmbio do Bank of America Merrill Lynch. Uma nova ação desse tipo equivaleria à impressão de dinheiro, o que causaria uma depreciação do dólar. As informações são da Dow Jones.

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