Dólar sobe com exterior e Bovespa fica estável

A moeda norte-americana operou em linha com o movimento de outras divisas de países emergentes e fechou a R$ 3,73

Fabrício Castro, Claudia Violante e Paula Dias, O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2015 | 18h25

SÃO PAULO - Em um dia de agenda esvaziada, o exterior foi a principal referência para o mercado de câmbio no Brasil. O dólar subiu ante o real durante a maior parte da sessão, em sintonia com o movimento ante outras divisas de países emergentes ou exportadores de commodities. Já a Bovespa chegou a subir mais de 1%, mas o recuo dos índices em Nova York acabou penalizando os negócios com ações também por aqui.  

O dólar à vista fechou em alta de 0,77%, aos R$ 3,7342, após ter marcado a mínima de R$ 3,7060 (-0,01%) e a máxima de 3,7381 (+0,88%) durante a sessão. As oscilações ocorreram em margens estreitas, sem que houvesse muito fôlego nem para a alta, nem para a baixa. "O mercado de câmbio ficou muito devagar hoje. As oscilações ocorreram na medida em que saíam notícias. Mas, no geral, estão todos à espera de novidades", disse um profissional. 

Já a Bovespa acabou fechando praticamente no zero a zero, com ligeira alta, depois de uma tarde com alguma volatilidade. Pela manhã, o principal índice à vista subiu, se ajustando ao desempenho dos negócios em Wall Street na última sexta-feira, quando no Brasil não houve negócios em função do feriado da Consciência Negra. 

O Ibovespa terminou com variação de +0,02%, aos 48.150,27 pontos. Na mínima, marcou 47.988 pontos (-0,31%) e, na máxima, 48.745 pontos (+1,26%). Foi a quinta alta consecutiva, período no qual acumulou +3,51%. No mês, sobe 4,98% e, no ano, cai 3,71%. O giro financeiro totalizou R$ 5,904 bilhões. 

Profissionais comentaram que houve ingresso de fluxo estrangeiro na Bovespa, mas isso não foi suficiente para manter a sustentação do índice com alta firme durante todo o pregão. À tarde, segundo um gestor, a fraquejada das bolsas norte-americanas incentivou um movimento vendedor de papéis do setor financeiro, que até então subiam, e isso pressionou o índice para baixo. 

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