Dólar sobe com política e agressividade do BC

O mercado financeiro brasileiro inicia a semana com o cenário político retornando ao clima de tensão perante as novas declarações dadas pelo ex-secretário geral do PT, Sílvio Pereira, que recolocou o presidente Lula no centro da crise que se arrasta há quase um ano. Como ocorreu anteriormente, as reações nos negócios podem não ser significativas, mas o assunto sempre merece atenções e pode ser fator de oscilações de preços dos ativos, pelo menos num primeiro momento. Ainda assim, as cotações devem ser determinadas principalmente pelo comportamento do mercado externo e pelas avaliações dos analistas a respeito da determinação do Banco Central em atuar no mercado à vista. Por dois dias seguidos, a autoridade monetária deu sinais de que está disposta a ser mais agressiva na em seus leilões diários de compra de dólares. Isso tem peso nas determinações de negócios, embora a avaliação consensual seja de que essa compra de reservas não alterará a tendência de queda do dólar. Os especialistas afirmam que a agressividade do BC somente evitará quedas mais bruscas nas cotações. E podem ser encaradas por alguns como sinal de que outras medidas, como a retomada de leilões de swap cambial reverso, possam vir a ser tomadas. Nesse sentido, esse fator somou-se ao aumento da insegurança política para determinar um abertura em alta de 0,15% (R$ 2,058) para o dólar na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), nesta segunda-feira. Principalmente porque, nos Estados Unidos, ainda não se definiu o quadro das taxas de juros para hoje. Pela manhã, o juro do título do Tesouro de 10 anos subia ligeiramente, enquanto a taxa dos papéis de 30 anos recuava. O euro mostrava valorização ante o dólar. Às 9h57, a moeda subia 0,24%, a R4 2,060.

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