Evaristo Sa/AFP
Evaristo Sa/AFP

Dólar sobe e Bolsa cai com saída de Levy da Fazenda

Bovespa teve maior queda porcentual desde outubro e moeda fechou cotada a R$ 3,96

Cláudia Violante, Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

18 Dezembro 2015 | 18h57

O mercado decidiu não esperar pela confirmação da saída do ministro da Fazenda, Joaquim Levy e, principalmente, pela indicação do substituto. Os nomes ventilados durante a tarde, entretanto, desagradaram aos investidores, levando o dólar para cima e a Bolsa para baixo.

A moeda terminou o dia na máxima, cotada a R$ 3,9614, em alta de 1,75%. Na mínima da sessão, a divisa marcou R$ 3,8790 e, na máxima, R$ 3,9614. No mês, acumula alta de 2,18% e, no ano, de 48,98%. Na semana, subiu 2,28%. 

Já o Ibovespa fechou a sessão com perda de 2,98%, a maior queda porcentual desde 13 de outubro, quando cedeu 4%. O principal índice de ações do mercado brasileiro fechou aos 43.910,60 pontos, menor patamar desde 28 de setembro, quando encerrou em 43.956,62 pontos. Na mínima, marcou 45.249 pontos (-0,03%) e, na máxima, 43.690 pontos (-3,47%). Na semana, acumulou -2,99%. No mês, cai 2,68% e, no ano, 12,19%. O giro financeiro totalizou R$ 7,877 bilhões.   

O pregão já abriu em baixa e os investidores começaram os negócios em busca de dólares, com o mercado reagindo ao desfecho da votação no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o rito de impeachment no Congresso, uma vez que os ministros deram autonomia ao Senado para barrar o processo aceito pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha.   

À tarde, o índice foi para as mínimas quando ganhou as mesas o nome de Ciro Gomes para a vaga de Levy, informação desmentida pela assessoria do ex-ministro. Outros prováveis substitutos já tinham sido cogitados - os ministros Jacques Wagner (Casa Civil), Nelson Barbosa (Planejamento) e Armando Monteiro (Desenvolvimento) - e nenhum era do agrado do mercado, que estressava a cada novo boato.

A avaliação geral era de que a saída de Levy - o maior defensor da austeridade dentro do governo - é ruim, principalmente sob o ponto de vista do ajuste fiscal. O receio é de que, sem ele, Dilma dê uma "guinada à esquerda" em seu governo e retome práticas de seus primeiros quatro anos no Planalto. 

No campo corporativo, as ações com direto a voto da Petrobrás (ON) recuaram 1,81% e as preferenciais (PN) perderam 2,50%. Os papéis ON da Vale subiram 1,18% e os PNA tiveram alta de 1,86%.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.