SERGIO CASTRO/ESTADÃO
SERGIO CASTRO/ESTADÃO

Bolsa cai e dólar sobe com possível aumento de juros nos EUA em dezembro

Presidente do BC americano, Janet Yellen sinalizou que órgão pode elevar a taxa de juros no país no próximo mês; forte queda do preço do petróleo afetou ações da Petrobrás

Cláudia Violante, O Estado de S. Paulo

04 de novembro de 2015 | 17h50

As declarações da presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), Janet Yellen, foram fundamentais para mudar a trajetória da Bolsa e do dólar nesta quarta-feira, 4. O dólar comercial fechou a sessão com valorização de 0,64%, a R$ 3,7968. Na mínima, marcou R$ 3,7471 e, na máxima, R$ 3,8138. 

Principal índice de ações do mercado brasileiro, o Ibovespa fechou em queda de 0,71%, aos 47.710,10 pontos. Na mínima, marcou 47.441 pontos (-1,28%) e, na máxima, 49.054 pontos (+2,08%). No mês, acumula alta de 4,02% e, no ano, queda de 4,59%. O giro financeiro totalizou R$ 7,393 bilhões, segundo dados preliminares. 

Após o discurso da dirigente, a Bolsa perdeu força, virou para baixo e operou alguns momentos em linha com as equivalentes americanas. Mas a forte queda do preço do petróleo acabou influenciando Petrobrás, ainda penalizada pela greve dos petroleiros e por uma realização de lucros. O recuo dos papéis da petroleira amplificou a baixa do Ibovespa.

As ações da Petrobrás com direito a voto (ON) cederam 6,34%; as que dão preferência a dividendos (PN) caíram 4,72%. A estatal informou que a greve dos petroleiros, iniciada na última quinta-feira, 29, fez a produção diária da estatal recuar 13% e a disponibilidade diária de gás natural ceder 14%. No exterior, o contrato do petróleo para dezembro fechou em baixa de 3,30%.

Segundo a Standard & Poor's, por enquanto a Petrobrás não precisa se preocupar porque a greve dos petroleiros, apesar de negativa, não teve impacto imediato na nota de crédito e na perspectiva da estatal. A classificação está em BB na escala global e em brAA na estala nacional, ambos com perspectiva negativa.

As ações da Vale também recuaram e fecharam em baixa de 1,97% (ON) e 2,22% (PNA), devolvendo os ganhos iniciais influenciados por dados da indústria da China. 

Dólar. Além da fala de Yellen, o mercado de câmbio foi influenciado por números positivos sobre a economia norte-americana. Entre eles, os números do mercado privado de trabalho divulgados pela ADP, que mostraram a abertura de 182 mil vagas em outubro, ligeiramente acima do previsto. Pela manhã, a moeda caía, dando continuidade à trajetória da véspera, mas foi perdendo força à medida em que saíram os indicadores.

Os dados do fluxo cambial foram apenas monitorados pelo mercado. O País registrou saída líquida de US$ 3,500 bilhões em outubro, resultado de fluxo negativo de US$ 3,263 bilhões pela via financeiro e negativo de US$ 237 milhões pela comercial. Apenas na semana passada, houve saída líquida total de US$ 2,318 bilhões. No ano, o saldo ainda é positivo, com entradas líquidas de US$ 7,665 bilhões no País. 

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